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Marcelo segura Costa sobre Novo Banco: Esteve “muito bem” no Parlamento

O primeiro-ministro, António Costa (D), acompanha o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (E),MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa (D), acompanha o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (E),MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Presidente da República preferia que nova injeção de capital no Novo Banco fosse feita apenas após conclusão da auditoria à instituição.

O Presidente da República segurou o primeiro-ministro em relação ao caso do Novo Banco. Marcelo Rebelo de Sousa entende que a nova injeção na instituição, superior a mil milhões de euros, só deveria ser feita após a conclusão da auditoria às contas do banco. No final da visita à Autoeuropa, esta quarta-feira, o Presidente da República recusou comentar as explicações do ministro das Finanças, Mário Centeno.

“É politicamente diferente o Estado assumir responsabilidades dias antes de se conhecer as conclusões de uma auditoria ou a auditoria ser concluída dias antes de o Estado assumir responsabilidades. Estava anunciado, para maio, o processo conclusivo da auditoria. O primeiro-ministro esteve muito bem no Parlamento quando disse que fazia sentido que o Estado cumprisse as suas responsabilidades, sendo natural conhecer-se o resultado da auditoria”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalista no final da visita à fábrica.

Novo Banco já engoliu mais de 11 263 milhões de euros

Marcelo reforçou, logo a seguir, que “para os portugueses, é diferente cumprir um compromisso com o conhecimento exato do que se passou num determinado processo ou cumprir o compromisso de mais tarde se vir a saber como é que foi esse processo. Politicamente, é diferente uma coisa da outra”.

O Estado emprestou mais 850 milhões de euros ao Fundo de Resolução para serem injetados no Novo Banco 1.037 milhões de euros, relativos ao exercício de 2019. A injeção está a gerar polémica por ter sido efetuada sem estar concluída a auditoria financeira que está a ser feita ao banco.

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu no Parlamento, em resposta ao Bloco de Esquerda, que a injeção de capital não seria feita sem estar concluída a auditoria financeira ao Novo Banco, que está em curso. Mas soube-se que a injeção estava feita, o que levou Costa a afirmar que desconhecia a realização da transferência e a apresentar um pedido de desculpas à líder do Bloco, Catarina Martins.

Na terça-feira, dia 12, Mário Centeno, afirmou que o contrato firmado com a dona do Novo Banco, a Lone Star, que prevê injeções de capital com empréstimos do Estado, tem de ser cumprido. Em entrevista à TSF, o ministro das Finanças admitiu: “podemos admitir uma falha na comunicação entre o Ministério das Finanças e o primeiro-ministro, mas não uma falha financeira”.

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