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Marcha-atrás: Grupo Fiat retira proposta de fusão com Renault

Fotografia do logotipo da Fiat. (REUTERS/Mohamed Abd El Ghany)
Fotografia do logotipo da Fiat. (REUTERS/Mohamed Abd El Ghany)

Críticas do Governo francês são apontadas como principal causa para retirada da proposta do grupo automóvel ítalo-americano.

Marcha-atrás: O Grupo Fiat Chrysler (FCA) retirou esta quinta-feira a proposta de fusão com o grupo Renault. A decisão foi comunicada minutos depois de o conselho de administração do grupo automóvel francês ter adiado, pela segunda vez, a votação sobre esta matéria. As críticas do governo francês terão sido o principal motivo para o fim desta operação. Representantes do Estado gaulês terão pedido mais tempo para avaliar a proposta.

O grupo FCA destaca que a proposta foi “largamente validada assim que foi apresentada” e que “os termos e a estrutura em que foi construída “seriam benefícios para todas as partes”. Contudo, “tornou-se claro que não existiam condições políticas em França para que uma fusão deste género pudesse avançar”, referiu fonte oficial do grupo ítalo-americano em nota enviada ao portal TechCrunch.

O Estado francês tem 15% das ações da Renault e manifestou, nos últimos dias, alguns receios relativamente à garantia de postos de trabalho nas fábricas da marca gaulesa após a formalização da fusão com o grupo FCA. O mesmo receio foi manifestado pelos sindicatos. A Nissan iria abster-se na votação.

A retirada da proposta é um duro golpe para o grupo Fiat, que nos últimos anos tem procurado um novo parceiro para reforçar as vendas e diminuir custos. As ações da FCA estavam a cair 3,4% na negociação bolsista após fecho do mercado.

 

No dia 27 de maio, o grupo FCA apresentou uma proposta de fusão com o grupo Renault. O novo grupo, se fosse criado, seria detido em 50% pelos acionistas da fabricante ítalo-americana e em 50% pelos da Renault. Previa-se que o grupo fosse cotado nas bolsas de Paris, Nova Iorque e Milão.

A operação poderia demorar até um ano a ser concretizada. Além da avaliação dos reguladores, implicaria a autorização dos governos de França e de Itália, que estão contra cortes de trabalhadores.

Renault e Fiat calculam que a fusão poderia levar a uma redução de custos anual de cinco mil milhões de euros, através da partilha de plataformas e da simplificação de modelos.

Esta proposta poderia levar ainda a uma poupança anual de mil milhões de euros para a Nissan e a Mitsubishi, as duas marcas que estão na aliança com a Renault.

A aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, em conjunto com o grupo Fiat Chrysler, poderia formar um grupo automóvel com capacidade para produzir um total de 15 milhões de veículos. Isto tornaria este grupo no maior grupo automóvel do mundo, ultrapassando os grupos Volkswagen e Toyota.

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