Inovação

Marialma. Uma revolução na indústria do sono via web

Catarina Canto Moniz e Ana Osório são o rosto da Marialma, startup que trabalha o mundo a partir da UPTEC. Foto: Miguel Sousa/Global Imagens
Catarina Canto Moniz e Ana Osório são o rosto da Marialma, startup que trabalha o mundo a partir da UPTEC. Foto: Miguel Sousa/Global Imagens

A startup portuense, que tem na sua estrutura acionista o dono da Colunex, desenvolveu roupa de cama para peles sensíveis e atópicas.

Pessoas com peles atópicas ou sensíveis têm agora uma solução que lhes garante uma boa noite de repouso e à distância de um clique. Ana Osório e Catarina Canto Moniz decidiram revolucionar a indústria do sono e, com o apoio de Eugénio Santos, dono do grupo Colunex, lançaram a Marialma, startup especializada em roupa de cama de materiais antialérgicos e antibacterianos. Em setembro, materializaram o sonho com o lançamento da loja online, após dois anos de pesquisas, ensaios e dedicação.

A Marialma nasceu portuguesa, fabrica em Portugal, mas tem os olhos direcionados para o mundo. Como sublinham as empreendedoras, o objetivo é que 90% das vendas sejam obtidas no exterior, sendo que as estimativas apontam para um volume da ordem dos dois milhões de euros no primeiro exercício completo. Para já, os países do norte da Europa e os EUA são os mercados onde as duas empreendedoras veem mais potencial para os seus artigos, sempre numa ligação direta entre a empresa e o consumidor. “Verificámos que havia espaço no digital para produtos de valor acrescentado, o que permite reduzir custos operacionais e exportar para qualquer país”, explicam.

A roupa de cama da Marialma (lençóis, almofadas, pijamas, mantas) “é um artigo de elevada performance e qualidade” e “com garantias”, mas “não tem poder curativo”, sublinham. Quais são as mais-valias? É antialérgico, ajuda na regeneração da pele, impede a proliferação de bactérias, retarda o envelhecimento e tem efeito hidratante.

A tecnologia tem origem na Alemanha e já foi sujeita a diversos testes clínicos. O segredo está na trama que liga algodão, fibra e fio técnico. Nesta matéria, os tecidos da Marialma integram algodão do Egito (considerado um dos melhores do mundo), fibra de cânhamo (garante resistência e durabilidade) e fios que podem ser à base de óxido de zinco ou de algas marinhas. O óxido de zinco ajuda na regeneração dos tecidos e é apropriado para quem sofra de eczemas ou de pele atópica. Já as algas conferem um efeito hidratante e antioxidante.

Investidor de peso
A startup portuguesa, que está incubada na UPTEC – Parque da Ciência e da Tecnologia da Universidade do Porto, precisou de quase dois anos para passar da ideia ao produto final e de um milhão de euros de investimento. Neste capítulo, foi o proprietário do grupo Colunex (especialista em colchões) que deu o empurrão às duas empresárias, quando acreditou na ideia e se assumiu como investidor do projeto.

A Marialma tem ADN português, como gostam de realçar as empreendedoras, tendo selecionado a indústria do norte como parceiro. Todo o processo de fiação, tecelagem, acabamento e tinturaria está entregue a cinco unidades fabris da região. Outra das matérias que valorizam é a sustentabilidade ambiental e, por isso, não há qualquer vestígio de plástico nos produtos ou embalagens da marca. Os botões são de cânhamo e vêm da Louropel, a maior fábrica de botões do mundo. Os produtos são comercializados em sacos de pano, que permitem futuras reutilizações. Em projeto está uma linha para hotelaria.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Biedronka assegura 68% das vendas; Pingo Doce 24%

Jerónimo Martins vai impugnar coima de 24 milhões na Polónia

Parque Eólico

EDP Renováveis vende sete parques eólicos à Finerge em Espanha

Luís Máximo dos Santos é presidente do Fundo de Resolução.

Fundo de Resolução diz que comprador da GNB tinha a proposta “mais atrativa”

Marialma. Uma revolução na indústria do sono via web