Mário Ferreira. "Não tivemos as mesmas regalias, nem os mesmos direitos" que a Cofina junto da ERC

Mário Ferreira acusou a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) de "dualidade de critérios" no dossier Media Capital, face à Cofina.

"Não tivemos as mesmas regalias, nem os mesmos direitos. A Cofina e o engenheiro Paulo Fernandes não teve problema nenhum em marcar uma reunião com o presidente da ERC, com a devida rapidez, nós até hoje, nunca fomos recebidos pelo presidente da ERC, nunca nos quis receber", acusa Mário Ferreira, acionista da Media Capital hoje eleito, em assembleia-geral de acionistas, presidente do conselho de administração do grupo dono da TVI.

"Até hoje não conseguimos com ele falar para apresentar as nossas intenções. A ERC sempre esteve informada do que se está a passar pura e simplesmente fomos ignorados e a ERC disse sempre que estava o negócio válido mesmo depois de a Prisa ter dito que não estava em negociações com a Cofina, a ERC reconheceu que existia um negócio válido por parte da Cofina", acusa na conferência de imprensa, depois da ERC ter apelado que a assembleia geral suspendesse os trabalhos.

"Achamos que há aqui uma dualidade de critérios. Acho que vamos a tempo ainda de tudo ser corrigido, mas nós somos positivos e queremos é olhar para o futuro", diz.

"Nós esperamos de um órgão como a ERC que seja um regulador isento e independente, é isso que esperamos e esperamos no futuro ter uma relação positiva, temos quase a certeza de que assim será", diz.

"Ao contrário do que foi amplamente escrito, a ERC não proibiu a assembleia-geral, fez algumas sugestões", reforça.

"Não sabemos se vamos ou não contestar, por isso não pense que vamos litigar", essa "não é a nossa postura, é de colaboração, como tem sido até à data com a CMVM e com a ERC, agora não temos de concordar com tudo" e "no caso da CMVM amanhã terão a resposta do que iremos fazer", disse sobre a OPA.

O regulador de mercados concluiu que o empresário e a Prisa agiram em concertação e, por isso, determinou que Mário Ferreira tem até dia 25 de novembro para anunciar uma OPA obrigatória sobre cerca de 70% do capital.

Uma posição do regulador que o empresário contesta e voltou hoje a dizer o mesmo. "Em relação à CMVM - eles acham ou acharam que estaríamos a falar entre a Prisa e a Pluris em concertação, e o que eu lhe posso dizer é que nós achámos que estávamos alinhados e havia um alinhamento de estratégia futura, que está previsto aliás na lei", diz. "Obviamente, que estamos a falar numa linha muito fina entre o que é que são o alinhamento de ideias para desenvolver" para o futuro para o bem "de um futuro como este que estava numa situação particularmente difícil", refere.

"É preciso deixar aqui bem claro que esse alinhamento de ideias foi necessário para ser rápido, urgente, porque a Media Capital foi abandonada" de "uma forma abrupta", "ninguém entendeu a razão desse abandono. Mas foi deixada à deriva e foi necessário que existisse um alinhamento de ideias, e um alinhamento da nossa parte em relação a um compromisso de investimento e até de financiamento, que obrigou a escrever isso - o que se chamou de parassocial".

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