Mário Ferreira sobre OPA. "Defendemos e protegemos da incerteza milhares de postos de trabalho e um projeto comunicacional"

A OPA obrigatória foi determinada pela CMVM depois de concluir que o empresário e a Prisa agiram em concertação no controlo da Media Capital, apesar de Mário Ferreira deter apenas um terço do grupo.

Mário Ferreira acaba de avançar com o anúncio preliminar da OPA obrigatória sobre cerca de 70% da Media Capital, para "a agir contra a incerteza e a instabilidade que têm revestido o processo de recuperação da Média Capital". "Com esta operação, transparente e aberta ao mercado, defendemos e protegemos da incerteza milhares de postos de trabalho e um projeto comunicacional da maior relevância para a sociedade portuguesa", refere a Pluris, sociedade controlada pelo empresário, através da qual detém 30,22% do grupo dono da TVI.

"A Pluris remeteu à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o anúncio preliminar de Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre as ações representativas de capital da Grupo Média Capital, SGPS, S.A. (Média Capital), dando assim cumprimento à determinação da CMVM", começa por referir em comunicado enviado às redações.

O lançamento da operação até 25 de novembro tinha sido determinado pela CMVM depois de concluir que o empresário e a Prisa (antigos donos da TVI) agiram em concertação no controlo da Media Capital, apesar de Mário Ferreira deter apenas um terço do grupo.

"Com esta decisão, a Pluris entende estar a agir contra a incerteza e a instabilidade que têm revestido o processo de recuperação da Média Capital, que ontem conheceu um importante marco. Com esta operação, transparente e aberta ao mercado, defendemos e protegemos da incerteza milhares de postos de trabalho e um projeto comunicacional da maior relevância para a sociedade portuguesa", justifica.

"Esta Oferta irá permitir que outros acionistas minoritários da Média Capital possam por sua livre vontade optar permanecer ou alienar as suas participações, não se vendo forçados a acompanhar a Pluris neste caminho. Só assim será possível evitar-se mais especulação sobre um projeto que requer de forma urgente a reposição da normalidade para permitir novas perspetivas de futuro para a Média Capital", continua a Pluris.

A Media Capital, de acordo com dados de 3 de novembro contidos no site do grupo, além da Pluris de Mário Ferreira (30,22%), tem como acionistas, a Triun (23%), a Biz Partners (11,97%), a CIN (11,20%), a Zenithodyssey (10%), a Fitas & Essências (3%), a DoCasal Investimentos de Cristina Ferreira (2,5%) e o NCG Banco, os donos do Abanca (5,05%).

"Com fidelidade aos princípios e valores do pluralismo, liberdade e qualidade de imprensa, que se encontram desde o seu nascimento na base deste projeto, procuramos, desta forma, contribuir para reforçar a posição deste Grupo no audiovisual nacional, na produção de conteúdos em língua portuguesa e na valorização do talento e profissionalismo de todos aqueles que diariamente fazem crescer este projeto".

A operação concorre com a OPA voluntária da Cofina que em agosto anunciou uma oferta sobre 100% doo grupo dono da TVI, oferendo 0,415 euros/por ação, "o que corresponde a um valor total máximo da oferta de 35.072.969,70 (trinta e cinco milhões, setenta e dois mil, novecentos e sessenta e nove euros e setenta cêntimos)".

O valor final da contrapartida terá ainda de ser definido por um auditor independente, mas Mário Ferreira terá sempre de oferecer mais de 2% do que a Cofina ou um valor nunca inferiorao valor dos títulos que pagou à Prisa. Segundo o anúncio preliminar o empresário nunca poderá oferecer um valor inferior a 0,67 euros.

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