Comércio online

Marketplace. Fnac estuda entregas em lojas da cadeia

FNAC

Cadeia francesa antecipa um ano de crescimento para o comércio online em Portugal

A Fnac quer a “breve trecho” permitir que compras feitas no marketplace da cadeia francesa possam ser levantadas nas lojas, adiantou Paula Alves, diretora de ecommerce da Fnac. A cadeia antecipa que este ano o comércio online em Portugal cresça na ordem dos 20%.

“Está a ser estudada a possibilidade de os artigos [comprados no marketplace] possam ser levantados em loja”, revela Paula Alves. Um estratégia omnicanal que a cadeia quer a “breve trecho” levar para marketplace, projeto que Fnac trouxe para o mercado nacional em 2013 e que, o ano passado, gerou 40 milhões de visitas, um crescimento de 5% face a 2016.

A possibilidade de comprar online no site da Fnac e levantar em loja já está em funcionamento, tendo em março/abril a cadeia garantido a entrega em loja de uma compra online em 1 hora. “Excedeu as nossas expectativas”, diz Paula Alves. Um serviço que “já representa 20% das vendas online da Fnac, com exceção do marketplace”, revela a diretora de ecommerce.

No marketplace “temos crescido a uma média anual de 50% e, nestes primeiros nove meses do ano estamos a manter estes níveis de crescimento”, diz Paula Alves. Neste momento, o marketplace já representa um terço das vendas online da Fnac.

O ano passado foi o “ano do boom”. “Houve mais atenção da parte de outros operadores para o comércio online e nós beneficiamos disso porque já tínhamos histórico”, refere a responsável de ecommerce da Fnac. Efeito que poderá replicar-se com a entrada de novos operadores, caso da Worten, do KuantoKusta ou do futuro projeto entre a Sonae e os CTT.

“Vai ser muito bom. Podemos consolidar o conceito no mercado e ajudar a profissionalizar a cadeia de distribuição”, considera Paula Alves, bem com ajudar empresas nacionais a ‘dar o salto’ para o comércio online. Atualmente, a Fnac tem disponível no seu marketplace 3 milhões de referências, com peso ao nível de procura e vendas dos grandes eletrodomésticos (30 mil referências), mas os fornecedores internacionais ainda representam grande parte da oferta.

“Oitenta por cento das vendas é de fornecedores estrangeiros. É algo que queremos mudar. Queremos ter mais fornecedores portugueses que queiram servir o consumidor português”, diz.

O comércio online representa apenas cerca de 10% das vendas de retalho em Portugal, mas Paula Alves acredita que este será um ano de crescimento e antecipa que em 2018 o comércio online poderá vir a ter um crescimento na ordem dos 20%.

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