Matos Fernandes quer Transtejo com gestão metropolitana ainda em 2020

Ministro do Ambiente defende descentralização da gestão dos transportes públicos por em empresas únicas intermunicipais e metropolitanas.

A Transtejo e a Soflusa podem passar a ser geridas pela área metropolitana de Lisboa (AML) já a partir do próximo ano. A saída da gestão do Estado central das duas empresas que fazem o transporte fluvial no rio Tejo foi defendida pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, durante a sessão de abertura do Portugal Mobi Summit.

"Estamos disponíveis para fazer mais esforços de descentralização. Entendo como a coisa mais natural do mundo que a Transtejo e a Soflusa sejam propriedade da empresa metropolitana de transportes de Lisboa ainda durante o próximo ano", referiu Matos Fernandes no auditório da Nova SBE, em Carcavelos.

Se esta solução for aceite pela AML, presidida por Fernando Medina, as duas marcas de transporte fluvial podem juntar-se à Carris Metropolitana, a marca aprovada em julho deste ano pelos 18 municípios da AML.

Matos Fernandes defende que todos os meios de transporte devem estar reunidos numa só empresa intermunicipal ou metropolitana para "planear, gerir e fixar as obrigações de serviço público".

Na etapa seguinte, acrescentou o ministro, as autoridades metropolitanas e intermunicipais "podem definir se o dono da empresa é publico, privado ou então o Estado central". Ou seja, o ministro abre a porta a que o serviço de transportes possa ser concessionado a privados se os municípios assim o quiserem.

As competências das novas empresas de transportes não vão ficar por aqui: "as áreas metropolitanas também vão dizer onde é a linha de metro e onde é a linha de metrobus", acrescentou o responsável pela área do Ambiente do Governo.

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