Matrics. Uma marca portuguesa de acessórios para videojogos

Empresa portuguesa Interplay aposta num mercado que em Portugal vale 74 milhões de euros. E já tem Espanha na mira.

É lançada, neste sábado, uma nova marca portuguesa ligada ao setor dos videojogos: chama-se Matrics e aposta na venda de teclados, ratos, auscultadores, cadeiras e monitores pensados para jogadores, amadores ou profissionais.

A empresa aposta em características que são reconhecidas como de qualidade no mercado - como um teclado mecânico de sistema ótico, mais rápido e duradouro -, mas por um preço mais acessível: o modelo topo de gama da Matrics vai custar 79 euros, enquanto um teclado com especificações semelhantes de outras marcas pode chegar aos 150 euros.

“Em conversas permanentes com retalhistas de eletrónica de consumo em Portugal, fomos percebendo que havia um espaço no mercado na área de gaming que os próprios retalhistas indicaram que era preciso ser preenchido”, começa por explicar Adriano Santos, cofundador com Mohit Bachu, da empresa Interplay.

“Fizemos uma série de estudos junto de jogadores e youtubers de gaming portugueses e decidimos embarcar nesta aventura.”

O mercado dos videojogos em Portugal vale, de acordo com o mais recente relatório da consultora Newzoo, 265 milhões de euros por ano. Dentro deste bolo total, 74 milhões são gerados apenas na venda de periféricos.

A Interplay não revela números de investimento, mas adianta que o valor para a criação desta nova marca está na casa das “centenas de milhares de euros”. A fase de conceção dos produtos é feita entre Portugal e uma equipa que está em Hong Kong, com a produção dos equipamentos a ser feita em vários países asiáticos.

A partir de agora os produtos da Matrics podem ser encontrados em alguns retalhistas de eletrónica - como a MediaMarkt e a PCDiga - e a marca também fechou uma parceria para ter os seus produtos nas lojas do operador MEO.

“Queremos assentar no mercado nacional, estar presentes no maior número de casas possível e depois começar a olhar para o estrangeiro, onde já decidimos que vamos começar com o mercado espanhol”, adianta Adriano Santos, que aponta o terceiro trimestre para a expansão internacional.

Mas o plano da Matrics não vai ser fácil de executar - marcas de empresas como a Asus, HP, Acer ou Razer têm mais anos de experiência no segmento dos videojogos em Portugal. “A concorrência irá fazer baixar os preços finais que os consumidores estão a pagar neste momento pelos produtos. (...) O mercado irá ficar maduro e vai crescer. É um bom ciclo vicioso”, diz o responsável.

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