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McDonald’s quer ser líder nas entregas ao domicílio até 2020

Jorge Ferraz, director geral da McDonald´s em Portugal. Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens
Jorge Ferraz, director geral da McDonald´s em Portugal. Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens

Cadeia faturou 380 milhões. Quer abrir até nove restaurantes e expandir conceitos. McDelivery chega ao Porto até junho

A McDonald’s está a estudar a possibilidade de avançar com uma rede própria de distribuição para o McDelivery. O serviço de entregas ao domicílio foi uma das linhas de crescimento da cadeia de restauração em 2017, o “melhor ano de sempre”, garante Jorge Ferraz, diretor-geral da McDonald’s. “Superou as nossas expectativas, atingimos vendas próximas dos 380 milhões, um crescimento de 12%.” Expandir a rede e conceitos como McCafés ou os Quiosques dos Gelados está nos planos da cadeia e nos quais vai investir 25 milhões.

Mas também expandir o serviço McDelivery para fora de Lisboa. Jorge Ferraz faz um balanço positivo do serviço de entregas que arrancou em novembro em 14 restaurantes em Lisboa, em parceria com a UberEats. “Hoje temos 20 e os primeiros resultados são muito animadores. Superou as expectativas iniciais”, de um impacto de 0,5% a 3% nas receitas dos restaurantes aderentes. Quão animadores? “Mais próximo dos 3%.”

Ainda no primeiro semestre querem levar o McDelivery para o Porto – “Vamos começar com os restaurantes que temos mais na zona central, entre cinco e dez” – e há a expectativa de chegar a “mais duas ou três cidades, ainda não temos definidas quais, antes do final do ano”, revela. “Havemos de chegar a todo o país”, promete, não necessariamente apenas com a Uber Eats.

“Esse modelo não é aplicável em todo o lado. O outro modelo passa pela McDonald’s ter a sua própria rede de distribuição, coordenada pelo restaurante que existe na cidade. Gostaria que a McDonald’s em 2020 fosse o líder nacional do delivery em clientes.”

No ano passado, a cadeia abriu nove restaurantes, elevando para 161 o número de espaços. Neste ano a meta é abrir “seis a nove, dependendo dos licenciamentos camarários, ainda hoje os processos são mais morosos do que seria desejável para quem queira investir no país”; fechar o ano com mais cinco Quiosques de Gelados (para um total de total) e “duplicar” os atuais 30 McCafés.

A médio prazo a cadeia quer levar para “todos os restaurantes do país, onde existem salas” (de fora ficam os espaços em centros comerciais) o conceito de entrega à mesa e reforçar a área digital. “Queremos entre o final do ano e o início do próximo ter a opção de encomendar e pagar através da aplicação, escolhendo onde quer levantar a encomenda.”

Nos objetivos da cadeia está ainda assegurar metade das suas compras junto de fornecedores nacionais, um objetivo traçado em 2015. Há dois anos as compras nacionais representam 40%. “Mantemos esse objetivo. Temos neste momento 44 milhões de compras anuais a cerca de 40 fornecedores portugueses.” Vitacress (saladas), H&T (ketchup), Frulact (toppings de frutas), Panike (pão), Mendes & Gonçalves (molhos) são alguns dos fornecedores nacionais que também exportam para a cadeia no mercado europeu.

“Uma grande parte da cebola consumida nos hambúrgueres da McDonald’s na Europa é produzida no Alqueva”, exemplifica. “E um molho de batatas muito consumido cuja produção estava na Alemanha, conseguimos há dois anos transferir para a Mendes & Gonçalves”, da Paladin. Jorge Ferraz acredita que não falta muito para chegar aos 50% de compras nacionais. “Estamos numa fase adiantada de estabelecimento de uma parceria com um fornecedor de carne de frango.”

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