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MDS lança primeiro plano poupança reforma de um corretor de seguros

Ana Mota, diretora de Employee Benefits da MDS. D.R.
Ana Mota, diretora de Employee Benefits da MDS. D.R.

MDS lança primeiro plano poupança reforma de um corretor de seguros, o PPR MDS Equilíbrio desenvolvido em parceria com o Banco BiG e a SGF.

MDS lança o PPR MDS Equilíbrio, o primeiro plano poupança reforma em Portugal por um mediador ou corretor de seguros. O novo produto foi desenvolvido em parceria com a SGF – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões e o BiG Banco de Investimento Global, e destina-se a aforradores com perfil de risco moderado. E, aplica o seu património maioritariamente em títulos de rendimento fixo, nomeadamente em obrigações e títulos de dívida, mas também pode investir em outras classes de ativos.

O novo fundo dirige-se a particulares, empresários em nome individual e empresas, em nome dos seus colaboradores. A solução não tem encargos de subscrição, de transferência e de reembolso. A gestão é orientada para a estabilidade do retorno de médio e longo prazo, através de uma adequada diversificação de riscos e de uma política de investimento diversificada.

Este produto surge como resposta à atual situação da Segurança Social que “se traduz já hoje numa perda real de rendimento das reformas e diminuição dos valores das pensões, mas vai tornar-se ainda mais problemático no futuro”, refere Ana Mota, diretora de Employee Benefits da MDS.

“Assim, para manter na reforma um nível de vida equivalente ao da vida ativa, os portugueses estão obrigados a poupar desde já para a reforma”, acrescenta.

Segundo a especialista da MDS, “os PPR são uma solução crucial nesta poupança a longo prazo, apresentando uma tributação fiscal mais atrativa quando comparados com outras opções de investimento e poupança. São também uma alternativa aos depósitos que apresentam taxas de rentabilidade quase nulas”.

Pensões vão representar apenas 50% do último salário

A MDS, multinacional de origem portuguesa líder na corretagem de seguros e consultoria de riscos, fez as contas e diz que fruto dos ajustamentos realizados na forma de cálculo das pensões, hoje os portugueses que se reformem, cumprindo todos os requisitos legais, recebem pouco mais de 60% do último salário.

No entanto, alerta, a tendência é para que este valor continue a diminuir ao logo dos anos. As dificuldades do Estado Social português têm sido alvo de variadas análises a nível nacional e internacional, com projeções a apontarem para que as pensões possam vir a representar apenas 50% do último salário.

Contudo, a poupança para a reforma ainda está longe de ser a necessária para ultrapassar os efeitos desta redução de rendimentos. Segundo o Eurostat, os portugueses tinham uma taxa de poupança de 5,8% do seu rendimento disponível, a quarta mais baixa entre os países da União Europeia. Esta situação repercute-se no investimento para a reforma. De acordo com a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património, nos nove primeiros meses de 2017 verificou-se um investimento de 487,5 milhões de euros em PPR.

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