Media Capital nega que seja Mário Ferreira a ditar mudanças na TVI

Grupo dono da TVI nega que seja Mário Ferreira a ditar a mudança de CEO no grupo. Esta quinta-feira Manuel Alves Monteiro foi anunciado como CEO.

A Media Capital nega que as mudanças na liderança do grupo dono da TVI anunciadas esta quinta-feira sejam da responsabilidade de Mário Ferreira, que detém 30% da companhia. O grupo reage assim a notícias publicadas pelo Correio da Manhã, que aponta à Purvis, empresa controlada pelo acionista minoritária, as mudanças realizadas no grupo, que hoje anunciou um novo CEO e diretor-geral para a TVI. E vai pedir um direito de resposta, anunciou em antena da TVI 24.

Em causa estão notícias do Correio da Manhã dando conta que seria o dono da DouroAzul a ditar as mudanças na cúpula executiva, onde Luís Cabral foi substituído no cargo de CEO por Manuel Alves Monteiro.

Antigo presidente da Bolsa de Lisboa, Manuel Alves Monteiro passou a integrar em abril o conselho de administração do grupo dono da TVI como administrador não executivo, pouco antes de Mário Ferreira ter comprado por pouco mais de 10 milhões de euros 30% da Media Capital à Prisa. O profissional é visto como próximo do acionista minoritário já que era vogal da Mystic Invest, empresa controlada por Mário Ferreira.

A Media Capital nega no entanto que seja o dono da Douro Azul a determinar os destinos de um grupo onde a espanhola Prisa ainda detém a maioria do capital.

Todas as alterações em curso na estrutura diretiva do grupo são "da estrita competência do seu conselho de administração", garante a Media Capital no direito de resposta que vai fazer chegar ao diário da Cofina, sabe o Dinheiro Vivo.

A Media Capital assegura ser "falsa" a imputação ao empresário do Norte as alterações já comunicadas à CMVM, ou seja do novo CEO, uma deliberação do conselho de administração, referem. Apesar de Mário Ferreira deter 30% no grupo, reforçam, até à data "não ocorreu qualquer assembleia geral onde fosse eleita nova equipa de gestão ou administração".

Nem até ao momento, destacam, ocorreu nenhuma reunião magna de acionistas que desse ao empresário do Norte direitos sociais que lhe permitisse nomear administradores.

O grupo fala assim em notícias "especulativas" e revelou ainda incómodo como fato de o jornal da Cofina - que esteve na corrida à compra da TVI, tendo deixado cair a compra na reta final depois de falhar por cerca de 3 milhões um aumento de capital de 85 milhões de euros - ter contactado a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre as mudanças na empresa. "Alterações estruturais numa empresa de media" que estão a ser feitas por "um acionista minoritário", escreveu o Correio da Manhã.

Notícias que, diz a Media Capital, "são veiculadas por um órgão de comunicação social detido pela sociedade Cofina, que de novo tenta utilizar a ERC para por em causa a atuação rigorosa e transparente do grupo Media Capital e dos seus acionistas, com destaque para o seu acionista maioritário Prisa".

A Prisa e a Cofina, recorde-se, têm um processo a decorrer em Tribunal depois da operação de compra da dona da TVI ter caído por terra. Em causa está um caução de 10 milhões entregue pela Cofina à Prisa.

(notícia atualizada às 23h50)

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