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Medway abandona unidade autónoma com EMEF

Carlos Vasconcelos, presidente da Medway. (HUGO DELGADO/LUSA)
Carlos Vasconcelos, presidente da Medway. (HUGO DELGADO/LUSA)

Empresa de transporte ferroviário de mercadorias fala num "modelo mais favorável" para as duas partes mas escusa-se a dar mais detalhes.

A empresa de transporte ferroviário de mercadorias Medway abandonou o projeto de criação de uma unidade autónoma em parceria com a EMEF. A informação foi tornada pública esta sexta-feira, mais de meio ano depois de o presidente da CP, Carlos Gomes Nogueira, ter anunciado esta medida, em agosto de 2018. Estava previsto que a Medway e a empresa de manutenção ferroviário EMEF (detida a 100% pela CP) criasse um agrupamento complementar de empresa (ACE) até ao final de 2018.

“Confirmamos que a Medway e a EMEF decidiram não implementar o ACE que haviam estudado para a manutenção e reparação do seu material circulante optando por um modelo alternativo, mais favorável para ambas as partes, que assegurará o mesmo objetivo: garantir a manutenção e reparação do material circulante da Medway”, afirma fonte oficial da Medway depois de uma notícia publicada na quinta-feira pelo portal Transportes & Negócios.

A Medway estava a preparar-se para criar uma “unidade própria de reparação”, que permitiria ter mais meios para reparar a sua frota e contrariar a falta de mão-de-obra e de peças que tem fustigado a EMEF nos últimos meses, indicou Carlos Vasconcelos, presidente da transportadora, em entrevista ao Dinheiro Vivo em novembro.

Do lado da dona da EMEF, esta unidade autónoma permitiria “salvaguardar os clientes [da EMEF], manter postos de trabalho e manter a sustentabilidade da EMEF (…) Não se vai partir coisa nenhuma, não há postos de trabalho ameaçados. Há uma atitude responsável, assente num racional de gestão bem pensado, bem refletido e que terá efeitos muito positivos a todos os níveis”, referiu em agosto de 2018.

A empresa de manutenção de material ferroviário, apesar da contratação de mais de 100 trabalhadores em 2018, não tem conseguido colmatar as saídas de mais de uma centena de funcionários no último ano por longas carreiras contributivas. Além de não conseguir substituir devidamente o pessoal, os novos funcionários da EMEF precisam de vários meses de formação até estarem devidamente habilitados para reparar material circulante.

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