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Medway quer plano ferroviário a 30 anos com “consenso político”

Carlos Vasconcelos é o presidente do conselho de administração da Medway. Fotografia: Medway
Carlos Vasconcelos é o presidente do conselho de administração da Medway. Fotografia: Medway

Operador ferroviário de mercadorias assinala que país esqueceu-se dos comboios durante várias décadas.

A Medway defende um plano ferroviário estratégico nacional para os próximos 30 anos. A empresa de transporte ferroviário de mercadorias sustenta que Portugal necessita de um plano de longo prazo para combater o atraso “de várias décadas” e acompanhar a aposta nas linhas de comboio que toda a Europa está a fazer na luta contra as alterações climáticas. Este plano deve ter consenso político.

É necessária uma estratégia com o maior consenso político nacional. Não podemos estar com novos planos a cada legislatura ou administração da IP – Infraestruturas de Portugal. São questões estruturantes para o país. Gostaríamos que os principais partidos chegassem a um acordo para 20 ou 30 anos e o país pudesse seguir um caminho sem hiato”, sustentou Carlos Vasconcelos, presidente do conselho de administração da Medway, num encontro com jornalistas, esta terça-feira, em Lisboa.

Esta empresa quer conquistar quota de mercado à ferrovia mas está a enfrentar vários obstáculo na rede. “O nosso principal problema é fazer comboios de 750 metros, permitir o cruzamento destes comboios e circular à velocidade máxima em segurança. Há vários troços limitados por causa do seu estado”, lamentou o gestor ferroviário.

Apesar das limitações, a Medway lançou novas rotas nos últimos meses. Desde junho, tem um comboio que liga a cidade de Valongo a Salamanca; e seis vezes por semana há uma ligação entre Sines e Sevilha. “A rodovia vai ter perda de competitividade e a ferrovia pode ser um complemento”, entende Carlos Vasconcelos.

A empresa ferroviária fez esta terça-feira o balanço do investimento feito na antiga CP Carga. Desde o final de 2015, já foram gastos 25,4 milhões de euros na aquisição de novos equipamentos e sistemas informáticos. Desta forma, a Medway registou apenas prejuízos de 213 mil euros em 2018, quando no final de 2015 tinha registado perdas de 12 milhões de euros.

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