Telecomunicações

Meo: 35% dos trabalhadores recusam-se a mudar para empresa de serviços técnicos

(PAULO SPRANGER/Global Imagens)
(PAULO SPRANGER/Global Imagens)

Segundo a Comissão de Trabalhadores, será pago aos abrangidos "o prémio de adesão de 800 euros" com o salário de outubro.

A comissão de trabalhadores da Meo afirmou esta quinta-feira que 65% dos cerca de 2 mil trabalhadores da Direção de Field Operations (DOI) aceitaram, até ao final de setembro, transitar para a nova empresa da operadora, designada Meo Serviços Técnicos. Ou seja, 35% recusam-se a mudar de empresa.

“Até 30/09, dos cerca de 1.930 trabalhadores da DOI tinham aceitado a cedência ocasional para a MEO ST cerca de 65% (valor abaixo dos 80% a 90% que a gestão dizia pretender até ao final de setembro)”, indicou em comunicado a Comissão de Trabalhadores.

A decisão de criar uma nova empresa designada por Meo Serviços Técnicos, que irá englobar toda a estrutura da atual DOI, foi comunicada aos trabalhadores em abril e a empresa iniciou atividade este mês.

Segundo a Comissão de Trabalhadores, será pago aos abrangidos “o prémio de adesão de 800 euros” com o salário de outubro e os trabalhadores com um vencimento base inferior a 725 euros “passarão para esse valor”, a partir de 01 de novembro, mantendo as atuais variáveis.

Estas soluções foram discutidas numa reunião no final de setembro entre a Comissão de Trabalhadores e responsáveis da Altice, dona da Meo, onde estes anunciaram que está prevista também, numa primeira fase, a entrada de 25 novos trabalhadores para a nova empresa.

“A gestão continua a assumir que pretende a migração de todos os trabalhadores da DOI, mas refere que os que não aceitarem a cedência ocasional serão gradualmente encaminhados para outras funções”, refere a estrutura representativa dos trabalhadores, exigindo que a empresa cumpra a lei, segundo a qual “o trabalhador tem de fazer as funções para as quais foi contratado”.

Em comunicado, adianta ainda que “há relatos de trabalhadores que dão nota de pressão por parte de algumas chefias” para que aceitem a transição e pede para que o processo seja feito “sem pressões de qualquer género, respeitando todos os direitos dos trabalhadores”.

A comissão de trabalhadores sublinha ainda que “continua a reivindicar que os pacotes de comunicações para os trabalhadores voltem a ser gratuitos”, considerando que esta será “uma boa prenda para todos e um grande incremento no novo modelo social que a Altice diz querer construir”.

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