Incêndios

Meo não vai cobrar durante três meses aos clientes afectados pelos incêndios

D.R.
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Anacom recomendou que operadores não cobrassem pelos serviços interrompidos pelos incêndios

A Meo não vai durante três meses cobrar aos clientes residenciais e empresariais afetados pelos incêndios na zona centro e norte em meados de outubro, informou fonte oficial da operadora quando instada a comentar a recomendação feita esta terça-feira pela Anacom de que os operadores deveriam tomar a iniciativa de não cobrar os clientes pelos serviços interrompidos pelos incêndios. Meo, NOS e Vodafone viram as suas redes fixa e móvel atingidas pelos incêndios.

NOS não quis comentar este tema. A Vodafone diz que vai seguir a recomendação da Anacom, já a “estando a antecipar”.

“A Meo irá, durante 3 meses, inibir a faturação dos serviços fixos prestados aos clientes residenciais e empresariais afetados por esses mesmos incêndios, bem como inibir a penalização no caso de desligamento”, informa fonte oficial da operadora.

“Por forma a implementar estas medidas, a Meo já solicitou às autoridades competentes a identificação das vítimas, das pessoas desalojadas e das empresas com instalações destruídas pelos incêndios, aguardando a receção da mesma com urgência, para evitar situações indevidas de faturação ou penalização”, refere a operadora detida pelo grupo Altice.

A Vodafone que também viu a sua rede afetada pelos incêndios diz que tem “agido de forma flexível com os seus Clientes impactados pelos incêndios, tal como sempre faz”.

“Sempre que confrontada pelos clientes, na grande maioria empresariais com serviço fixo, tem mostrado abertura e flexibilidade para colaborar na procura de soluções para cada caso, consciente do momento difícil e de algumas situações dramáticas vividas por esses clientes”, continua fonte oficial.

“Essas soluções podem passar por diferentes opções, incluindo a suspensão dos contratos, a cessação dos mesmos sem penalização associada e/ou a reformulação de condições dos mesmos para fazer face à nova realidade do cliente”, refere a mesma fonte da operadora liderada por Mário Vaz.

A Lei das Comunicações Eletrónicas não estabelece qualquer obrigação de descontar na fatura os dias em que não existe disponibilidade do serviço contratado da parte dos operadores, exigindo que o cliente faça a reclamação junto do operador.

“A Anacom considera que deverão ser os prestadores de serviços a promover, por sua iniciativa, o acerto dos valores cobrados, realizando aquilo que se considera ser, acima de tudo, um imperativo de justiça”, disse em comunicado.

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