Mercado dos vinhos verdes deverá fechar o ano com resultados positivos

O presidente da CVRVV afirmou que o mercado deverá fechar o ano com resultados positivos, a menos que, devido à covid-19, surja um novo confinamento.

O presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) afirmou esta sexta-feira que o mercado deverá fechar o ano com resultados positivos, a menos que, devido à covid-19, surja um novo confinamento e a economia “tenha dificuldades”.

Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia de celebração do 112.º aniversário da demarcação da região dos vinhos verdes, o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, avançou que o mercado deverá terminar o ano “sem perdas em relação ao ano passado”.

“Naturalmente, que tudo isto depende se vamos ter mais confinamento e depende de como a economia se vai comportar neste final de ano, mas estamos bastante confiantes que conseguimos fechar o ano com bons números”, salientou.

Durante a cerimónia, Manuel Pinheiro avançou ainda que as exportações têm sido “muito boas”, com os indicadores a apresentarem, até ao final do mês de agosto, aumentos de cerca de 10% no mercado dos vinhos verdes e 5,8% no mercado dos vinhos brancos.

“Abril e maio foram meses dificílimos quer em Portugal, quer na exportação. Foram meses de confinamento e em que a economia parou praticamente. Depois começamos a recuperar e estamos a recuperar, até de uma forma mais forte na exportação do que no mercado nacional. Estamos a ter bons resultados no vinho branco e no rosado”, referiu.

Apesar de mercados como a França e o Brasil se terem “retraído”, o mercado norte-americano, alemão, sueco e norueguês “portaram-se muito bem”.

“Numa análise global, a exportação teve resultados positivos”, referiu o presidente da CVRVV, acrescentando ainda que a Polónia e o Japão são “mercados que estão a crescer”.

Manuel Pinheiro referiu ainda o caráter “resiliente” e “ambicioso” da região e dos seus produtores, afirmando que os objetivos passam agora por melhorar a qualidade dos vinhos, valorizar os vinhos da região e apostar no enoturismo.

“2020 foi, de facto, um ano de redescoberta de Portugal como destino turístico para os portugueses. Vemos no enoturismo uma nova atividade que tem a ver com o vinho e o turismo e que vamos explorar e impulsionar. Para nós é muito importante porque é uma alternativa à grande distribuição e uma alternativa à exportação que permite que o consumidor vá diretamente ao produtor e faça lá as suas compras”, disse.

Presente na cerimónia do 112.º aniversário esteve também o Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Nuno Russo, que salientou o trabalho dos produtores da região “em prol do país”, lembrando que os mesmos são “embaixadores aplaudidos e de referência” de Portugal.

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