Mercadona abre nove lojas neste ano e quer contratar 500 pessoas

Cadeia está a construir na Póvoa de Varzim nave logística, num investimento de cerca de 20 milhões, com abertura em 2022

A Mercadona prepara a abertura de nove supermercados neste ano e a contratação de mais 500 colaboradores. Cinco novos super nascem no Porto, dois em Braga e os restantes em Aveiro, elevando para 29 a rede de lojas da cadeia espanhola no país, o seu primeiro mercado de internacionalização.

O retalhista não adianta os valores de investimento previstos para o plano de expansão em 2021, depois de, no ano passado, ter investido 140 milhões de euros. Na Póvoa de Varzim está a construir uma nave de 50 mil metros quadrados, um investimento de cerca de 20 milhões de euros, com abertura prevista para 2022.

"Iremos abrir nove lojas em 2021, mantendo-nos centrados no objetivo que havíamos definido para a expansão deste ano em Portugal. Com isso, vamos contratar mais de 500 novos colaboradores e potenciar um emprego estável e de qualidade", adianta Joana Ribeiro, diretora de relações externas da Mercadona no distrito do Porto. Estes números somam aos 1700 colaboradores da cadeia em Portugal.

É no distrito do Porto que se concentra o maior número de aberturas. Prevista está a abertura de cinco novos super no Porto (Rua Diogo Botelho), em Matosinhos (Rua Óscar da Silva e Rua Veloso Salgado, Leça da Palmeira, junto à Exponor), em Vila do Conde (Av. General Humberto Delgado), em Felgueiras (Rua Dom Manuel I, junto ao Estádio Dr. Machado de Matos) e em Valongo (Av. Oliveira Zina).

No de Braga a cadeia conta abrir duas lojas, uma em Guimarães (Freguesia de Silvares, na N206, junto à igreja de Silvares) e a outra em Famalicão (Rua S. Julião, junto ao Estádio Municipal), o mesmo número previsto para Aveiro. No distrito, serão Espinho (Rua 19, junto ao acesso a A29) e Santa Maria da Feira (Rua de Santo André) a receber os novos supermercados.

As novas lojas - à semelhança do movimento que também tem vindo a ser feito por cadeias concorrentes, como Auchan, Lidl ou Pingo Doce - irão também ter pontos de carregamento elétrico no parque de estacionamento. "As lojas que existem em Portugal, quer as que já estão em funcionamento quer as que abriremos neste ano, possuem lugares de estacionamento para fazer carregamentos elétricos", diz ainda Joana Ribeiro.

Na rede em Portugal, a cadeia tem cerca de 40 postos de carregamento. Uma média de dois por loja, o que significa que, a manter-se esta média, a Mercadona poderá adicionar com estas aberturas mais 18 zonas de carregamento elétrico.

"Todas as lojas que abrimos em Portugal respondem ao novo modelo de loja eficiente que a empresa tem vindo a implementar em toda a cadeia desde 2016. As lojas com este modelo têm uma área de venda aproximada de 1900 metros quadrados. É um conceito de loja 6.25 - este está inserido na Estratégia 6.25 e pretende transmitir aos clientes e colaboradores as ações que estão a ser levadas a cabo em relação à redução de plásticos e à gestão de resíduos, permitindo deste modo ouvir os comentários dos clientes no terreno", adianta a responsável. "Será visível em toda a loja um conjunto de instrumentos de comunicação com indicações práticas e intuitivas de como podemos reciclar e continuar a cuidar do planeta."

No parque industrial de Laúndos, Póvoa de Varzim, a Mercadona está a construir uma nave na plataforma da Logifruit, que servirá para albergar um sistema de limpeza de caixas de plástico reutilizáveis que a cadeia utiliza. O projeto - com uma área total de 50 mil metros quadrados - tem um investimento previsto de cerca de 20 milhões de euros e data de abertura marcada para 2022. Em face da pandemia, mantém-se o objetivo? "Esse é o objetivo previsto. Relativamente aos postos de trabalho que também nesse projeto iremos criar ainda não temos os dados", reconhece Joana Ribeiro.

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