Tecnologia

Mercados externos são mais de metade do negócio da Novabase

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A tecnológica fechou o primeiro trimestre com lucros de 1,7 milhões de euros, uma queda homóloga de 12%, mas o mercado internacional está a crescer

Fechado o primeiro trimestre, a Novabase reportou um recuo já esperado nas contas, muito por força do desinvestimento nos países expostos a riscos como a desvalorização do petróleo. Contudo, a tecnológica continua a estratégia de expansão e, neste período, a atividade internacional representou mais de metade do negócio total.

Mercados externos representaram 52% do negócio total, com destaque para a Europa

Os mercados externos representaram 52% do negócio total, com destaque para a Europa, que teve um peso 56% na atividade internacional. “Limitámos a exposição em alguns países, como Angola, que estão com dificuldades por causa da evolução do preço do petróleo e não só”, explica ao Dinheiro Vivo Luís Paulo Salvado, presidente executivo da Novabase. Por outro lado, a tecnológica está a reduzir a aposta em “produtos de terceiros, que se tornaram menos rentáveis”, e a investir em soluções próprias.

Contas feitas, a Novabase fechou o primeiro trimestre com um volume de negócios de 47,1 milhões de euros (menos 13% face a igual período de 2014) e lucros de 1,7 milhões (uma queda homóloga de 12%). Apesar das quedas, Luís Paulo Salvado sublinha o sucesso da estratégia. “Estamos num processo de forte crescimento internacional e estamos também a crescer nos serviços, que já representam quase 90% do nosso negócio”, refere. Além disso, “o indicador de rentabilidade também evoluiu favoravelmente”.

Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase. Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens

Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase. Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens

EUA: a nova frente

Novabase fechou contrato com um dos maiores bancos do mundo

No início deste ano, a Novabase entrou no mercado norte-americano com a solução Wizzio, uma ferramenta para gerentes bancários e especialistas financeiros, que tem como propósito aumentar as vendas e a produtividade. Lançada no final de 2014 e já implementada no BPI, a Novabase levou esta ferramenta a várias conferências internacionais, até despertar o interesse de um banco norte-americano. “Ainda não estamos em condições de revelar o nome do banco, que é um dos maiores do mundo. Mas o contrato já foi fechado e o projeto já está em andamento”, adianta Luís Paulo Salvado.

Para este ano, além dos mercados onde já têm atividade e onde querem reforçar presença, os EUA serão a nova frente. “Vamos olhar com atenção para os EUA, que são o grande mercado tecnológico. Mas temos de dar os passos com alguma prudência”, refere o CEO da Novabase.
De resto, o primeiro trimestre foi uma amostra do que será o resto do ano. “Vamos continuar esta conquista internacional e apostar cada vez mais em soluções próprias, porque é a forma que temos de ser sustentáveis”, resume o CEO.

Igualdade sim, quotas não

O Governo vai avançar, em breve, com a implementação de quotas de género para os conselhos de administração das empresas do Estado e das empresas cotadas em Bolsa (caso da Novabase). No caso das cotadas, o objetivo é que, até 2020, 33% dos membros dos conselhos de administração sejam mulheres.

O presidente executivo da Novabase diz ter a diversidade nos quadros e na liderança da empresa como uma prioridade, mas não vê a imposição de quotas com bons olhos.

“Não gosto muito do conceito de quotas, porque acho que elas corrigem umas distorções e introduzem outras. Dito isto, acho que é muito saudável haver mais mulheres no nosso negócio”, aponta Luís Paulo Salvado. O problema, acrescenta, é que a desigualdade vem muito de trás. “Dos recém-licenciados que contratámos, só 9% são mulheres, porque há uma estigmatização, na área de tecnologias da informação (TI), em relação às mulheres”.

Seja como for, sublinha, a Novabase já tenta promover a diversidade. “Entre dois candidatos em pé de igualdade, não tenho dúvidas em apostar no menos representado. Acho que se deve beneficiar a minoria, porque isso traz qualidade à decisão, é mais uma perspetiva diferente”.

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