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Mercedes põe portugueses a ajudar espanhóis, franceses e italianos

O CEO e administrador executivo Mercedes-Benz Portugal, Niels Kowollik
Fotografia: ANTÓNIO COTRIM/LUSA
O CEO e administrador executivo Mercedes-Benz Portugal, Niels Kowollik Fotografia: ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Veículos compactos valem mais de 60% das vendas no nosso país. Apesar de menos rentáveis, "são um bom negócio"

Há clientes e concessionários da Mercedes de Espanha, França e Itália a receber a ajuda técnica de portugueses. Isto é possível graças ao centro de competências da marca alemã instalado no nosso país desde julho de 2016 e que vai contar com 30 funcionários até ao final deste ano.
“Além da boa localização, não há razão para não utilizar os elevados níveis de linguagem que os portugueses têm”, assinalou ontem aos jornalistas Niels Kowollik, presidente executivo da Mercedes para o mercado português.

Ao Dinheiro Vivo, a responsável por este centro, Isabel Aguiar, acrescenta que Portugal “está a crescer ao nível das competências”. Adianta ainda que no processo de recrutamento “os portugueses têm prioridade” em relação a outros candidatos, que têm de ter elevados conhecimentos, não de idiomas, como a nível técnico, para prestar assistência aos condutores da marca alemã.

No final do ano, a Mercedes pretende que Portugal forneça estes serviços a grande parte dos clientes europeus, à exceção da Alemanha.

A Mercedes também tem registado um crescimento assinalável ao nível das vendas. No ano passado, foi a quarta marca com mais carros comercializados e a primeira no segmento superior (premium), segundo os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

Metade dos carros registados foi parar às empresas, que reforçaram ou remodelaram as frotas; 35% foram comprados por particulares (quer a pronto quer através de crédito), especificou Nuno Mendonça, diretor de vendas da Mercedes em Portugal. Os restantes 15% foram veículos de demonstração ou que foram parar às empresas de rent-a-car internacional.

O carro mais vendido foi o classe A, que representou praticamente um terço (32%) de todos os automóveis vendidos pela marca de Estugarda no ano passado. Este veículo pertence à categoria dos carros compactos, que representaram mais de 60% dos registos da Mercedes no nosso país. Graças à comercialização deste tipo de veículos, com preços de entrada abaixo de 30 mil euros, a insígnia alemã triplicou as vendas no nosso país entre 2012 e 2016.

Apesar de estes carros terem menor rentabilidade, a Mercedes pretende manter a aposta neste tipo de automóveis. “Não é o segmento mais rentável, mas sabemos que é um bom negócio. É muito importante oferecer diversidade de produtos aos clientes”, referiu o líder da Mercedes.
Sem adiantar grandes previsões para 2017, a Mercedes apenas adianta que quer “consolidar a liderança no mercado premium” em Portugal.

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