Digitalização

MetLife testa uber dos seguros em Portugal

Gonçalo de Castro Pereira,  Director da MetLife. Na imagem Gonalo de castro Pereira e Zal Dastur, cofundador e COO da Lucep.
(PAULO SPRANGER/Global Imagens)
Gonçalo de Castro Pereira, Director da MetLife. Na imagem Gonalo de castro Pereira e Zal Dastur, cofundador e COO da Lucep. (PAULO SPRANGER/Global Imagens)

A seguradora quer usar a plataforma digital, criada em parceria com uma startup, nos 50 países onde está presente.

O teste está a ser feito em Portugal mas o objetivo da MetLife é alargar o uso da sua plataforma uber dos seguros aos países onde a companhia está presente. É uma plataforma digital criada em parceria com a fintech Lucep, uma startup de Singapura. A solução recorre a tecnologias de inteligência artificial e geolocalização. O objetivo é acelerar o negócio da rede de agentes de seguros que trabalham com a multinacional norte-americana.

“É a uberização dos seguros em Portugal porque tem alguns dos conceitos que são aplicados na plataforma da Uber”, disse Gonçalo Castro Pereira, diretor da MetLife na Ibéria, em declarações ao Dinheiro Vivo.

A escolha de Portugal para a realização do teste, que vai durar seis meses, deve-se ao facto de a rede de agentes em Portugal ser das mais produtivas da região EMEA (Europa, Médio Oriente e África).
A colaboração com a Lucep surgiu na sequência de um concurso de inovação organizado pela MetLife – o Collab 3.0. A startup foi a vencedora da terceira edição daquele programa e ganhou um contrato de 80 mil euros para testar a sua solução.

A plataforma é omnicanal e gera potenciais consumidores interessados a partir de canais digitais. Depois, direciona estes potenciais clientes para os agentes mais adequados, tendo por base a respetiva locação – através do seu código postal. Por sua vez, a plataforma fornece ao agente a informação que o potencial cliente submeteu nos canais digitais, com o consentimento do próprio cliente.
O objetivo é tornar o processo de angariação de cliente mais eficiente e aumentar as taxas de sucesso de concretização da venda. Por outro lado, os agentes podem usar as suas próprias redes de contacto, nomeadamente as redes sociais, de forma simples e rápida. A meta é aumentar as oportunidades de negócio, tirando partido das novas tecnologias para aumentar o volume de vendas.

Através da app da plataforma, os agentes poderão difundir conteúdos gerados internamente ou notícias sobre alguns temas que possam interessar a potenciais clientes. “Envio, por exemplo, uma notícia sobre doença e surge um pequeno botão ‘clique para ligar’ que pergunta ao leitor se quer ser contactado”, explicou o diretor da MetLife.

“Há uma mudança que vai ocorrer na forma como é feita a gestão dos clientes”, afirmou Zal Dastur, cofundador e chief operating officer da Lucep. “Cada vez mais pessoas começam a sua pesquisa (por produtos e serviços) online. E os agentes ainda estão a trabalhar de uma forma mais tradicional.” Mas, no final do dia, os consumidores portugueses preferem contratar um seguro cara a cara com um agente, segundo o estudo da MetLife.

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