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Metro de Lisboa quer avançar para as Amoreiras e Campo de Ourique

( Vítor Rios / Global Imagens )
( Vítor Rios / Global Imagens )

O presidente do Metropolitano de Lisboa em entrevista revela que a empresa ambiciona avançar em direção às Amoreiras e Campo de Ourique.

O presidente do Metropolitano de Lisboa, Vítor Domingues dos Santos, em entrevista ao jornal Público esta quarta-feira reconheceu que “o metropolitano já não tem investimentos de vulto há muitos anos e está atrasado em relação à cidade”. A infraestrutura pretende agora avançar para Campo de Ourique e Amoreiras.

“Vamos, a curto prazo, pedir autorização à tutela para iniciar o projeto de S. Sebastião até Campo de Ourique, e estamos a pensar se levamos já o projeto até Alcântara. O mais provável é que seja até Campo de Ourique tendo em conta os investimentos. Mas isto não se fica por aqui. Queremos mais metropolitano. Nesse sentido, estamos a tentar redefinir alguns planos de expansão para depois apresentar à tutela. E gostaríamos de ter um plano de expansão aprovado pelo Conselho Superior de Obras Públicas. Era muito importante”, disse Vítor Domingues dos Santos, quando questionado se a futura expansão será feita através do prolongamento da linha Vermelha.

O gestor reconhece, contudo, que entre Campo de Ourique e Alcântara há “um desnível muito grande”, não sendo possível “ir a direito”. “Isso obriga à construção de uma estação intermédia na Infante Santo. Vamos tentar, nesta altura, retomar o projeto de expansão de S. Sebastião a Campo de Ourique, com paragem nas Amoreiras. Depois, apresentar à tutela, setorial e financeira, e também possivelmente ao Conselho Superior de Obras Públicas, um plano geral que inclui não só a ligação eventualmente a Alcântara, mas também outras ligações, que estamos a analisar mas que ainda não estão amadurecidas”.

Nesta entrevista, o presidente do Metropolitano de Lisboa admitiu ainda a possibilidade de 2019 haver um reforço na circulação de comboios na linha Azul durante a hora de ponta. “Está dentro dos horários aprovados, mas como temos este material circulante imobilizado, ainda não conseguimos responder à procura. Penso que no início do ano já teremos condições para o fazer”.

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