Meu Super abre até 25 lojas. Compras vão chegar via Uber Eats ou Glovo

Insígnia de franchising da Sonae MC viu vendas crescer 14%, para 171 milhões, em pandemia. Neste ano quer acelerar planos de aberturas e não só em Portugal. Novos Meu Super podem abrir em Cabo Verde.

Em pandemia, o Meu Super abriu 17 supermercados, com as cerca de 300 lojas a gerar 171 milhões de euros de receitas, uma subida de 14%, num ano em que, fechados em casa, os portugueses concentraram consumo alimentar nos super. Para 2021, quando a insígnia de franchising da Sonae MC assinala o 10.º aniversário, os planos são claros: abrir mais lojas, não só em Portugal como em Cabo Verde, e, a pensar nos clientes mais digitais, "em breve" entregar compras em casa através de plataformas como a Uber Eats ou a Glovo.

Num ano em que a covid fez encher os carrinhos do super, levando o setor a subir 8% as suas receitas, para 15,6 mil milhões de euros, a rede Meu Super acompanhou o crescimento. "O Meu Super teve um comportamento exemplar do ponto de vista da evolução das vendas num ano de pandemia. As vendas cresceram 34%, entre março e maio do ano passado", adianta Tomás Lince Fernandes, diretor-geral do Meu Super. Nada que surpreenda.

"As pessoas ficaram confinadas, deixaram de ir ao trabalho ou os filhos à escola e quiseram fazer compras mais próximo de casa. Houve muitos clientes que descobriram um conjunto de lojas de menor dimensão que existiam nos seus bairros, e que não tinham o hábito de frequentar. Acabámos o ano a crescer 14% as vendas, vendemos mais de 171 milhões de euros", revela. Cerca de 540 mil consumidores, com cartão Continente, passaram pela rede Meu Super.

Expandir em 2021

Apesar das dificuldades colocadas pela pandemia, a rede Meu Super também aumentou: mais 17 lojas, elevando para cerca de 300 o número de espaços franqueados e para 1500 o número de colaboradores diretos. "De acordo com os dados da Nielsen, fomos a insígnia, nesta dimensão e modalidade de franquia, mais dinâmica em 2020".

Para este ano, os planos são claros: acelerar o ritmo de aberturas. Afinal, se "nos meses iniciais de 2020 o país esteve parado - íamos à rua onde queríamos abrir uma loja e não estava lá ninguém, queríamos levar parceiros a reuniões com as entidades envolvidas em aberturas de lojas e era muito difícil. Não se estava preparado para o teletrabalho e o atendimento ficou parado", o que "dificultou-nos muito a expansão" - o cenário alterou-se em 2021. "A situação não está normalizada, mas os processos estão a andar e, por isso, temos a ambição de abrirmos mais lojas do que abrimos no ano passado", diz Tomás Lince Fernandes. "Há locais onde ainda há espaço para fazer nascer uma loja Meu Super e temos, acima de tudo, um conjunto de parceiros atuais com vontade de crescer na sua dimensão e disponíveis para abrir segundas lojas".

Planos de abertura que não se restringem ao território nacional. A cadeia tem oito lojas Meu Super em Cabo Verde. "Somos provavelmente o operador líder nesse país. O nosso plano de expansão também inclui lojas em Cabo Verde, temos a ambição de conseguir mais lojas em Cabo Verde. Não é nossa intenção abrir lojas em outras geografias", precisa.

Até abril, já abriram 7 Meu Super. Quantos ao certo irão abrir neste ano Tomás Lince Fernandes prefere não adiantar, mas admite que há condições para superar o número de aberturas do primeiro ano de pandemia. "Temos obrigação de abrir significativamente mais lojas do que no ano passado. Em ano pré-pandemia abríamos em média 25 lojas. Estamos confiantes que temos condições para ter um ano equivalente a um ano pré-pandemia", aponta.

Entregas em casa

O investimento será assegurado pelos franqueados que, dependendo da dimensão da loja e da sua localização, poderão ter de investir entre menos de 100 mil euros ou mais de 500 mil. "Tudo depende do tamanho e das obras necessárias. Temos lojas em que o franqueado aparece com um terreno."

Com a pandemia, parte da rede passou a fazer entregas em casa do cliente. "Não chamaria uma solução de ecommerce, mas as lojas Meu Super reinventaram-se e muitas delas começaram a aceitar ou por telefone, WhatsApp ou Facebook e começaram a fazer entregas em casa. Ou pelos próprios meios (era o próprio franqueado que fechada a loja ia fazer as entregas em casa) ou numa parceria que tornámos disponíveis à rede de franqueados - a Uber levava a encomenda até casa do consumidor", lembra.

Agora querem dar um novo passo. "Estamos a prepararmo-nos para dar a toda a rede Meu Super a possibilidade de terem entregas através de empresas de home delivery, nomeadamente da Uber Eats, da Glovo e eventualmente outras. Muito em breve contamos ter algumas lojas Meu Super integradas nessas plataformas para as pessoas poderem encomendar."

Uma forma de também aproximar a cadeia a um público jovem que, em 2019, num encontro com franqueados, o Meu Super colocou como objetivo conquistar. "Julgo que estamos melhor posicionados para atrair o público jovem. Muito desse público, apesar de muito ligado ao digital, tem preferido fazer compras perto de casa, mas a verdade é que as lojas Meu Super têm alargado a sua gama para dar resposta a essa geração", refere. Ainda assim, de acordo com os dados do cartão de fidelização, são sobretudo "mulheres - cerca de dois terços - e, até há pouco tempo, entre os segmentos de maior idade", os principais clientes da cadeia, "embora os jovens estejam a crescer.".

Expetativas de vendas para 2021? "É a resposta dos 100 milhões de euros, é o que todos, como país, estamos à espera de saber: como vamos desconfinar. Se este desconfinamento é ou não para continuar, se vem ou não mais uma vaga. A evolução das vendas será muito dependentes do grau maior ou menor de confinamento que venhamos a ter."

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