Tecnologia

Michael Dell: Rendam-se à IA ou vejam as vossas empresas desaparecer

Michael Dell | Dell Technologies

A Dell Technologies diz que a inteligência artificial será o próximo motor de crescimento das empresas e apresentou novidades neste sentido.

“Se não estiveres a criar inteligência artificial com os teus dados, podes ficar fora do negócio em breve”. Este é o aviso que o diretor executivo da Dell Technologies, Michael Dell, quer passar às empresas e aos respetivos gestores. A estratégia das empresas de diferentes sectores deve contemplar esta nova realidade ou poderá ser ‘game over’ para todos aqueles que não se adaptarem.

“Se não estás a usar os teus dados para a inteligência artificial, provavelmente estás a fazer mal. Qualquer organização que queira sobreviver e crescer, terá de descobrir a sua própria forma de fazer isto”, acrescentou.

Numa conferência de imprensa com os jornalistas, depois de ter feito uma apresentação para milhares de clientes e parceiros em Las Vegas, nos EUA, Michael Dell mostrou-se bastante assertivo sobre a influência que a inteligência artificial vai representar para os negócios. “Se não tiveres dados, a tua inteligência artificial não tem utilidade. E se tiveres poucos dados, então será pouco útil”.

O fundador da Dell Technologies aconselha os gestores a criarem “lagos de dados”, isto é, a guardarem os dados no seu estado mais puro. Só quando tiverem um grande volume de dados é que será possível criar sistemas de aprendizagem automática (machine learning) e só depois é que as empresas serão capazes de criar algoritmos de inteligência artificial que vão potenciar as suas atividades.

“Os dados ajudam a tornar um produto ou um serviço melhor. Isto ajuda a criar melhores produtos, o que por sua vez atrai clientes”, referiu o líder da Dell Technologies.

Questionado sobre os alertas que são feitos por outros gurus da tecnologia relativamente a potenciais perigos provocados pelos avanços da inteligência artificial, Michael Dell disse que joga do lado dos positivistas. “Vamos ser claros, há riscos na inteligência artificial, mas somos otimistas e vamos partilhar a nossa visão com o mundo”.

“A inteligência artificial é como o fogo. Descobriram que era incrível em algumas coisas, más para outras. Dizer que não devíamos ter inteligência artificial não faz sentido. (…) Se os governos vão ter um papel nisso? Provavelmente. A regulação é importante e funciona bem, outras vezes também funciona mal”.

Novos produtos para uma nova realidade
Inteligência artificial é o tópico do momento no mundo da tecnologia, portanto foi natural ver Michael Dell endereçar este tema. Mas as palavras que o CEO dedicou à inteligência artificial não foram inocentes – também quis alinhar o discurso para reforçar o lançamento daqueles que são os novos produtos ‘estrela’ da empresa.

Apesar de ter produtos direcionados para o consumidor final, como computadores portáteis, a Dell Technologies é acima de tudo uma empresa de serviços de tecnologias da informação. Servidores, armazenamento cloud e virtualização são as três áreas nas quais a empresa mais se destaca.

Durante o evento Dell Technologies World foram apresentadas aquelas que são as novas coqueluches da casa: os servidores PowerEdge R840 e R940xa. A grande novidade destes servidores é que estão desenhados de raiz para potenciar projetos de machine learning e inteligência artificial. Este servidores suportam, por exemplo, circuitos programados (FPGA), peças de hardware otimizadas especificamente para uma tarefa, que neste caso será a aprendizagem automática.

“Descobrimos nos nossos estudos que 60% dos nossos clientes querem ir para a área da inteligência artificial e aprendizagem automática, mas apenas 10% a 15% é que fazem este movimento”, revelou o vice-presidente da área de servidores e infraestrutura, Ravi Pendekanti.

Porquê esta discrepância tão grande entre querer fazer e fazê-lo mesmo? Muitas empresas simplesmente não têm infraestrutura tecnológica que lhes permita apostar já em inteligência artificial. A isto juntam-se os ciclos de renovação da infraestrutura tecnológica nas empresas – atualmente rondam os 5 a 6 anos -, pelo que aqueles que renovaram há cerca de dois anos, ficaram ‘presos’ no meio de uma grande mudança.

Com estes novos lançamentos, a Dell espera melhorar os números. “Acreditamos que nos próximos 12 a 24 meses, 20 a 25% dos clientes já vão estar a trabalhar em inteligência artificial. A partir daí, à medida que os ciclos de renovação acontecem, a adoção será muito mais rápida”.

“A inteligência artificial e o machine learning são uma grande oportunidade para darmos a infraestrutura certa aos nossos clientes”, concluiu Ravi Pendekanti.

O jornalista viajou a convite da Dell Technologies

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