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Michael O’Leary critica presença da TAP nas negociações sindicais da Ryanair

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Michael O’Leary critica presença da TAP nas negociações sindicais da Ryanair

O CEO da Ryanair não concorda que seja um representante da TAP a liderar as negociações entre a companhia aérea e os sindicatos.

O presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary, considerou, esta terça-feira, que é “inaceitável” ter um tripulante de cabine da TAP a liderar as negociações entre a companhia aérea e os sindicatos.

“Enviámos uma carta para o SPAC [Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil] a 25 de setembro e a 4 de outubro para convidá-los a reunir connosco em Dublin ou Lisboa. Eles não responderam”, disse ao Dinheiro Vivo, à margem da apresentação do calendário de verão para 2019, em Lisboa.

Contactado, o Sindicato Nacional Do Pessoal De Voo Da Aviação Civil (SNPVAC) confirmou que também recebeu uma carta da Ryanair. “A carta especificava que não aceitavam que na delegação do sindicato estivessem presentes membros de outras companhias. Que convite é esse?”, questiona Bruno Fialho, representante do SNPVAC.

“Respondemos a dizer que estávamos disponíveis, mas que tinha de ir a direção do sindicato, caso contrário, não havia representação sindical”, afirma, acusando O’Leary de se “esconder atrás de um argumento falacioso e inconstitucional perante a lei portuguesa”.

O sindicalista informou ainda que os sindicatos europeus da Ryanair vão estar presentes numa segunda reunião com a Comissão Europeia, em Bruxelas, no dia 18 de outubro, para que a legislação laboral aplicável seja a do país de onde a tripulação voa.

“A nossa batalha nunca foi o aumento dos vencimentos. O problema é que um tripulante pode estar vinte dias em stand-by no aeroporto e se não for chamado para voar não ganha nada, ou seja, pode passar um mês inteiro sem salário. Em Faro, por exemplo, os tripulantes são obrigados a tirar três meses de inatividade, em que ficam sem vencimento, porque como a companhia alega que durante os meses de inverno não tem tanta produtividade são os tripulantes que têm de custear isso. Passar-se isto em Portugal é uma aberração”, denuncia.

Greves não trouxeram perdas

Questionado sobre os impactos das paralisações, O’Leary desdramatiza, embora admita que a companhia aérea irá fechar o ano com perdas.

Os resultados são atribuídos à redução dos preços das tarifas, enquanto os combustíveis continuam a aumentar. “O petróleo está a 85 dólares por barril”, recordou, salientando que “o valor duplicou no espaço de 12 meses”.

Leia também: Ryanair anuncia 12 novas rotas em Portugal. Conheça os destinos

E acrescenta: “Na semana passada, vimos a Norwegian a retirar bases em Edimburgo e Belfast, a easyJet está a cortar voos no Porto e nós também anunciámos que vamos fechar bases em Bremen e em Niederrhein”.

O’Leary aproveitou também a ocasião para esclarecer que não pretende abandonar a gestão da companhia aérea, numa altura em que o contrato do atual CEO, que tem a duração de cinco anos, termina já em 2019.

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