aviação

Michael O’Leary pondera abandonar liderança da Ryanair em menos de 5 anos

Oleary

O contrato de 5 anos que O'Leary tem termina já em 2019. O CEO da Ryanair admite novo modelo de gestão anual e saída nos próximos anos.

A atribulada e contestada gestão da Ryanair, que tem estado nas mãos de Michael O’Leary nos últimos 25 anos, pode ter os dias contados. Quem o admitiu, foi o próprio CEO da transportadora irlandesa, à margem da Assembleia-Geral que reuniu a administração da low-cost, que decorreu na passada quinta-feira, em Dublin, na Irlanda.

O’Leary, citado pela imprensa internacional, admitiu que é pouco provável continuar à frente da empresa por mais cinco anos. O contrato do atual CEO, que tem a duração de cinco anos, termina já em 2019 e O’Leary revelou o interesse em passar a ter contratos com a duração de apenas 12 meses, a partir do próximo ano.

“Gosto de trabalhar para a Ryanair e não o faço pelo salário que recebo e, enquanto for interessante, divertida e desafiadora não vejo motivos para não continuar a liderá-la.”, acrescenta aos jornalistas.

A liderança de Michael O’Leary tem sido alvo de críticas por parte dos trabalhadores da empresa que desde o início do ano têm convocado greves de forma a contestar o atual modelo de administração da companhia aérea.

A aplicação da lei nacional, as condições salariais, o direito de usufruto de licenças de parentalidade, o fim dos processos disciplinares com base nas baixas médicas ou nos objetivos inerentes às vendas de bordo, são algumas das reivindicações que têm despoletado as paralisações.

Esta sexta-feira, 28, está agendada uma nova greve que junta os tripulantes de cabine de Bélgica, Holanda, Itália, Espanha e Portugal.

Na passada semana também os pilotos da companhia mostraram o seu desagrado para com a direção da Ryanair e solicitaram aos aos acionistas da low-cost que substituam a liderança da empresa. O Sindicato dos Pilotos da Aviação da Aviação Civil (SPAC) refere em comunicado que a Ryanair “precisa de líderes competentes que estejam focados num futuro claro e diferente, em vez de seguirem um modelo de emprego falhado, que resultou no colapso das operações em setembro de 2017”.

“Há uma necessidade urgente de ter uma equipa de gestão capaz de se adaptar às necessidades futuras da empresa, de se envolver de forma adequada com os seus funcionários e de garantir condições para ter um negócio sustentável e lucrativo para o futuro”, acrescentaram.

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