Miguel Almeida. Fusão Zon e Optimus foi “exemplar”

Miguel Almeida
Miguel Almeida

A fusão entre a Zon e a Optimus foi uma "fusão exemplar", garante Miguel Almeida, CEO da NOS no dia em que a companhia apresenta os primeiros resultados anuais depois da combinação de negócios.

A fusão destacou o gestor não destrui emprego, pelo contrário, garante, criou 1500 novos postos de trabalho directo, “o que muitos nos orgulha”.

Ao nível das sinergias prometidas de 800 milhões, a companhia também está “em linha” com o prometido. A NOS prometia 20 milhões de euros em cash flow. ” Contabilizamos 25 milhões, em linha com a promessa de sinergias que a empresa fez”, diz Miguel Almeida na conferência.

O ano passado mais de 80 mil lares ficaram ligados com rede fibra da NOS, “processo que se vai reforçar significativamente em 2015”, frisa o gestor. Em 2014 o capex da NOS subiu 40%, diz Miguel Almeida, sem adiantar valores de investimento para este ano.

A aposta nos serviços convergentes resultou em mais de 385 mil lares convergentes, mais de um milhão de serviços convergentes. “Trinta por cento da base de clientes de cabo e fibra já têm connosco todos os serviços”, destaca Miguel Almeida.

O CEO também destacou o crescimento ao nível de novos clientes verificado na TV paga, o que já não acontecia há dois anos: 70,1 mil novos clientes. Apesar do impacto dos remédios da Concorrência, que obrigou ao fim da fidelização dos clientes fibra da Optimus.

Mas foi no móvel que o crescimento foi mais acentuado, com mais de 400 mil clientes. “Crescemos mais de 4 pontos percentuais de quota no segmento móvel”, destaca Miguel Almeida.

No segmento empresarial a NOS registou “progressos significativos”, com a empresa a conquistar diversos clientes corporativos. Migue Almeida fala da “simbologia das grandes contas conquistadas em 2014”, não só, frisa, pela sua dimensão “mas também pela exigência nos serviços de telecomunicações”.

BPI, Montepio, CGD, Ministérios da Saúde e de Defesa, Abreu, entre outros.

Ao nível das receitas, Miguel Almeida aponta para uma quota de 27%, ou seja, mais 1 pp do que em relação a 2013.

As ações da empresa valorizaram 31,8%. “Um excelente desempenho bolsista, num mercado que caiu 8”, diz o gestor.

Os resultados líquidos são “sólidos”. A NOS fechou o ano passado com 74,7 milhões de euros de resultados líquidos, um crescimento de cerca de 18%.

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