Miguel Almeida. NOS “não está” interessada na Cabovisão

Miguel Almeida, CEO da NOS
Miguel Almeida, CEO da NOS

Miguel Almeida, CEO da NOS, não deixa margem para dúvidas. A NOS "não está interessada" na Cabovisão e na Oni, nem no cubo da Covilhã da PT Portugal.

“Não perguntei o preço”, disse o CEO da NOS sobre os ativos colocados pela Altice à venda no mercado, para acelerar a aprovação em Bruxelas da compra da PT Portugal, em entrevista ao Jornal de Negócios.

Nem houve contactos com o grupo francês para a aquisição da Cabovisão e Oni, garante o gestor.

A NOS parece ter assim se ter afastado da corrida aos activos. Vodafone, a Interoute e um private equity, depois do recuo da chinesa StarTime, são assim os potenciais interessados na compra da Cabovisão e da Oni.

Leia ainda: Miguel Almeida. “Temos parcerias com fornecedores. São mais do que fornecedores”

“Nas telecomunicações é difícil imaginar mais consolidação”, diz Miguel Almeida, quando questionado sobre o interesse da NOS na compra de mais ativos de telecomunicações, mas não nega eventual interesse da operadora em futuras aquisições. “Estamos a falar essencialmente de gestão de infra-estruturas, data centers, etc, e não desenvolvimento de software ou de aplicações. Não vamos por essa frente”, diz o CEO.

Mas afasta qualquer interesse no cubo da Covilhã, o data center da PT Portugal, nem como gestor de uma possível concessão. “Também continuaremos não interessados, porque não acreditamos que seja um ativo com possibilidade de rentabilização”, reforça.

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Compra de ativos de media – estratégia que tem vindo a ser seguida pelo grupo Altice – também é uma opção que não está nos planos da NOS. “Não temos nada nessa frente. Não nos parece que seja um caminho que acrescente valor”, disse.

Vender posições em empresas participadas também não está na estratégia da NOS. Uma saída ou redução de posição da SportTV, na qual detém metade do capital, está fora de questão. “Não pomos [posição no mercado], não temos nenhum plano de o fazer. Estamos muito satisfeitos com esta parceria e com a nossa participação”, diz. A SportTV -cujos restantes 50% são detidos por uma empresa controlada por Joaquim Oliveira, um dos acionistas do Global Media Group, dono do Dinheiro Vivo – “continuará o seu caminho sem reestruturação acionista e com a estrutura acionista que tem hoje”.

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