Contratos CMEC

Miguel Stilwell de Andrade fica CEO interino da EDP

(Diana Quintela / Global Imagens)
(Diana Quintela / Global Imagens)

Atual CFO foi o responsável pelas aquisições de empresas que criaram a Renováveis. Aos 44 anos, é um dos mais novos CEO do PSI 20.

De forma interina, Miguel Stilwell de Andrade é o substituto de António Mexia à frente da EDP, depois da nomeação do Conselho Geral e de Supervisão e do Conselho de Administração da empresa confirmada ontem à noite, em comunicado à CMVM. Comunicado que sublinha que o até agora Chief Financial Officer fica com o “exercício interino das funções e cargo de presidente do Conselho de Administração Executivo enquanto se verificar o impedimento do Dr. António Mexia, e em acumulação com as actuais funções”.

A empresa esclarece ainda que, tendo em conta que o conselho de administração tem o seu número mínimo de membros fixado nos estatutos, este mantém também “todos os poderes e condições necessárias para assegurar o regular funcionamento da sociedade e das suas relações com as subsidiárias, nomeadamente a EDP Renováveis e a EDP Energias do Brasil.”

Miguel Stilwell de Andrade fica assim à frente da EDP, sendo um dos mais jovens CEO do PSI 20, com 44 anos. Falta saber quem substitui João Manso Neto à frente da EDP Renováveis, uma informação que não tinha sido divulgada até ao fecho da edição. No entanto, tal como na EDP, também a substituição de Manso Neto será feita de forma interina e enquanto se verificar o impedimento de funções. Ao que o Dinheiro Vivo apurou, o nome em causa deverá ser conhecido hoje. Em março haverá uma assembleia geral electiva que irá escolher a próxima administração da EPD.

A EDP aproveita para contestar a suspensão de funções dos dois dirigentes, ao afirmar que “relativamente às matérias em causa não houve qualquer irregularidade que lhe possa ser imputada”. “Não tendo havido qualquer benefício para a EDP decorrente da cessação antecipada dos CAE e adopção do regime dos CMEC, bem como da extensão do direito de utilização do DPH, toda a argumentação associada a actos de favorecimento da EDP não tem fundamento”, continua o documento.

Depois de conhecida a decisão do juiz Carlos Alexandre a EDP descapitalizou em bolsa algo equivalente a 475 milhões de euros, até a CMVM suspender a negociação das ações das duas empresas.

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