Consumo

Veja como a moda da barba por fazer está a ameaçar a Gillette

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A Gillette tem sentido o impacto da moda da barba por fazer, principalmente entre os millennials, mas está a tentar responder ao desafio.

A barba por fazer passou a ser moda e está a ameaçar o negócio das lâminas de barbear e das conhecidas gillettes. E a barba grande vê-se principalmente entre os millennials, que procuram um look mais descontraído e autêntico. Mas há sempre o reverso da medalha. O negócio das lâminas de barbear e a própria Gillette têm vindo a sofrer uma quebra nas vendas. De um modo geral, a indústria das lâminas registou uma descida de 5,1% nas vendas durante o último ano, noticia a CNN.

A indústria das lâminas tem um de dois destinos: ou desaparece ou adapta-se à mudança. E a Gillette não se quis conformar, por isso, desde o ano passado implementou novas estratégias para se adaptar a estes millennials barbudos. Os preços baixaram cerca de 12% e o foco começou a ser, não tirar, mas cuidar do pelo: criou um aparador de barba e apostou em produtos como cremes e óleos. Para além disso, lançou-se no comércio online, o que acabou por impulsionar as vendas em 4,2% no último ano.

Nos últimos 10 anos, a média de vezes que os homens se barbeiam por mês, caiu de 3,7 para 3,2 vezes, avança a Gillette. Sem grande exceção, as barbas grandes são normalmente a opção de homens com menos de 45 anos e que querem ter um ar mais “despreocupado”.

“Os homens já não são julgados negativamente quando não se barbeiam, já não é considerado desleixo ou desrespeito”, reafirma o vice-presidente da Gillette da América do Norte, Massimiliano Menozzi, citado pela CNN.

As vendas da P&G (grupo que detém a Gillette e outras marcas como a Braun ou Venus) caíram 24% entre 2012 e 2017. Apesar dos números, a Gillette quer tornar-se mais competitiva e mostrar que o fim não é certo para esta indústria. Até porque alguns especialistas acreditam que o ar ‘limpinho’ e sem barba estará de volta mais depressa do que imaginamos.

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