Rioforte

Ministério Público bloqueia venda da Herdade da Comporta

O francês Claude Berda e Paula Amorim são os novos proprietários da Comporta. Fotografia: Arquivo/Global Imagens
O francês Claude Berda e Paula Amorim são os novos proprietários da Comporta. Fotografia: Arquivo/Global Imagens

Herdade da Comporta arrisca insolvência após fracasso do processo de venda

Terminou, sem sucesso, a venda da Herdade da Comporta ao empresário português Pedro de Almeida, da holding de investimentos Ardma. O Ministério Público não deu autorização, no prazo de 90 dias, para o levantamento do arresto quer permitiria a alienação da participação de 59% da Rioforte no fundo da Comporta, que é um dos ativos ligado ao Grupo Espírito Santo que o Ministério Público arrestou para que possa servir para pagar a eventuais lesados.

“Estamos convictos de que a não conclusão desta operação é negativa para a Herdade da Comporta e para a economia portuguesa”, assinalou a Ardma em declarações à edição desta quinta-feira do Jornal de Negócios.

O contrato de compra e venda de 59% do fundo imobiliário da Herdade da Comporta foi assinado a 10 de julho, por um preço não revelado. Pedro de Almeida pretendia, mais tarde, comprar as restantes participações neste fundo imobiliário, que pertence ao Novo Banco e outros acionistas imobiliários, alguns ligados à família Espírito Santo. Depois deste fracasso, a Herdade da Comporta arrisca a insolvência, admitiram os curadores de insolvência da Rioforte, no final de agosto.

A Herdade da Comporta, que fica situada nos concelhos de Alcácer do Sal e de Grândola, foi adquirida pela família Espírito Santo em 1987. Face ao colapso financeiro do Grupo Espírito Santo, um tribunal do Luxemburgo colocou a Herdade da Comporta à venda.

 

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