aviação

Ministro da Defesa considera “prematuro” partilhar bases com aviões civis

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, durante a cerimónia de entrega da bandeira nacional à Força Nacional Destacada para o Policiamento Aéreo do Báltico/Baltic Air Polic, na base aérea n.º 5 de Monte Real, em Leiria, 23 de abril de 2018. PAULO CUNHA/LUSA
O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, durante a cerimónia de entrega da bandeira nacional à Força Nacional Destacada para o Policiamento Aéreo do Báltico/Baltic Air Polic, na base aérea n.º 5 de Monte Real, em Leiria, 23 de abril de 2018. PAULO CUNHA/LUSA

Azeredo Lopes lembra que o país tem atualmente o "grande projeto" do novo aeroporto internacional de Lisboa.

O ministro da Defesa considerou hoje ser “absolutamente prematuro” abrir outros processos sobre novas formas de partilha com a aviação civil, considerando que o país tem atualmente o “grande projeto” do novo aeroporto internacional de Lisboa.

“Eu penso que nós, nesta altura, temos isso sim, esse grande projeto que nos vai ocupar durante bastante tempo, é um projeto nacional e eu acho que nesta altura é absolutamente prematuro estar a abrir novos processos sobre novas formas de partilha com a aviação civil”, afirmou Azeredo Lopes, ao ser questionado sobre a eventual abertura ao tráfego civil da Base Aérea n.º 5, em Monte Real, concelho de Leiria.

Azeredo Lopes falava aos jornalistas na cerimónia de entrega da bandeira nacional à Força Nacional Destacada para o Policiamento Aéreo do Báltico, que decorreu nesta base.

O governante reconheceu que “há, e muito legitimamente, quem defenda essa solução, mas não há nenhum processo que esteja a decorrer”, referindo que “o que foi dito sobre o assunto” é “amplamente suficiente” e não tem “que ser a favor nem ser contra” a possibilidade de Monte Real receber voos civis.

“O que se tem de discutir é a necessidade no imediato [de] lançar esta questão”, adiantou.

À pergunta se acha necessário lançar esta questão, o ministro da Defesa Nacional respondeu: “Eu, sinceramente, não vejo razões objetivas para o fazer”.

“A Força Aérea, como aliás está a demonstrar agora no processo sobre o novo aeroporto internacional de Lisboa, sempre mostrou uma disponibilidade plena para colaboração com a sociedade civil ou com questões que a própria sociedade civil ou necessidades que convoquem o país possam obrigar a que haja uma reflexão sobre instalações, sobre cedência de instalações, sobre partilha de instalações”, declarou, para acrescentar respeitar “muito a opinião daqueles que aqui, em diferentes autarquias, defenderam esse tipo de solução”.

Na tomada de posse para um novo mandato, em 14 de outubro, o presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, reeleito pelo PS, voltou a defender a abertura da base aérea de Monte Real à aviação civil, sublinhando que estão reunidas as condições técnicas para que tal aconteça.

Na defesa desta posição estão outros autarcas e entidades da região Centro.

Já em janeiro, o grupo parlamentar do PSD apresentou uma recomendação para que o Governo adapte a base aérea de Monte Real para receber voos civis, visando o desenvolvimento económico da região Centro, proposta com a qual o PS concorda.

Por outro lado, a Câmara de Coimbra e outros autarcas defendem a instalação de um aeroporto internacional na cidade, projeto que estará já em curso.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Emmanuel Macron, Pedro Sanchez, Angela Merkel, Donald Tusk, Jair Bolsonaro e Mauricio no G20 de Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. Fotografia: REUTERS/Jorge Silva

Vírus da guerra comercial já contamina acordo entre Europa e Mercosul

Fotografia: Armando Babani/ EPA.

Sindicato do pessoal de voo lamenta “não atuação do Governo” na Ryanair

O presidente da China, Xi Jinping, fez uma visita de Estado a Portugal no final de 2018. Fotografia: Filipe Amorim/Global Imagens

Angola e China arrastam exportações portuguesas. Alemanha e Itália ainda não

Outros conteúdos GMG
Ministro da Defesa considera “prematuro” partilhar bases com aviões civis