Educação

Ministro do Ensino Superior defende inclusão de empresas nas universidades

Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior,  discursa durante a sessão de encerramento de apresentação dos projetos de investigação em Inteligência Artificial intitulado "Para uma estratégia Portuguesa de inteligência artificial", no Instituto Nacional de Estatística, em Lisboa, 24 outubro 2018. MANUEL DE ALMEIDA / LUSA
Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, discursa durante a sessão de encerramento de apresentação dos projetos de investigação em Inteligência Artificial intitulado "Para uma estratégia Portuguesa de inteligência artificial", no Instituto Nacional de Estatística, em Lisboa, 24 outubro 2018. MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Manuel Heitor defendeu, este sábado, a inclusão de empresas nas instituições de ensino superior, tornando as universidades “verdadeiros polos de inovação e de emprego qualificado”.

“Trazer empresas para dentro dos ‘campus’ universitários e abrir esses ‘campus’ ao que é a cooperação com os empregadores e com as empresas é hoje uma estratégia de modernidade e de melhor emprego”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em Faro.

Ao intervir na cerimónia de apresentação do Polo Tecnológico do Algarve, instalado no Campus da Penha, na Universidade do Algarve, em Faro, o governante considerou que a inclusão dos empreendedores nos espaços académicos “é determinante para o crescimento económico de Portugal e de convergência europeia”.

Na opinião de Manuel Heitor, o ensino está a mudar em todo o mundo, “sendo uma das questões críticas considerar o acesso ao conhecimento aberto, com mais participação de todos e, sobretudo, com maior relevância”.

“A relevância do conhecimento faz-se com o emprego e isso faz-se com as empresas e os empresários”, sublinhou.

Manuel Heitor apontou o Polo Tecnológico do Algarve como um exemplo de boas práticas de parceria das universidades e empresas, considerando que “o futuro passa, certamente, pelos ‘campus’ e instalações universitárias com espaços de integração das empresas”.

“Transformar o ‘campus’ da Penha também num espaço de inovação aberto às empresas, onde estas e os empresários partilham espaços com professores e estudantes do ensino superior, é o futuro”, sublinhou.

Segundo o ministro, a concretização do novo espaço da Universidade do Algarve, um projeto com mais de 15 anos, “só foi possível com a reprogramação dos fundos comunitários”.

O Polo Tecnológico do Algarve tem uma área para acolhimento de empresas, com cerca de seis mil metros quadrados, integrando o Parque de Ciência e Tecnologia (Algarve Tech Hub) e o Centro de Valorização e Transferência de Conhecimento (Centro de Simulação Clínica).

O investimento global é de 5,4 milhões de euros, 3,8 milhões dos quais garantidos através de fundos comunitários pela União Europeia.

Para o reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas, a flexibilidade do projeto “pode vir a permitir que mais de 300 pessoas trabalhem no Algarve TECH HUB, a esmagadora maioria das quais, senão mesmo a totalidade, com formação superior”.

“Mas o principal benefício para a universidade será a interação, obrigatoriamente estabelecida com as empresas, quer em projetos educativos, quer em projetos de investigação. O Algarve TECH HUB será um instrumento decisivo para aprofundar a missão das instituições de ensino superior, tendo por base a investigação e o ensino”, destacou.

Na opinião de Paulo Águas, o Polo Tecnológico do Algarve terá uma importância fundamental, ao “contribuir para a criação de riqueza, para o aumento do emprego qualificado, para a diversificação do tecido económico regional, para a inovação pedagógica e para a criação de conhecimento”.

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