fitness

Miralago. Única fabricante portuguesa de máquinas de fitness já exporta

Há pelo menos quatro mil
bicicletas públicas em França desenhadas e fabricadas em Portugal.
Fazem parte de um novo negócio descoberto pela Miralago, a única
fabricante portuguesa de máquinas de exercício físico.

São
bicicletas com um design único, do estúdio And-Ré, que se conectam a uma estação
eletrónica e têm como propósito servir de transporte até outra
estação, usando um cartão pré-pago. Depois de chegarem a
Vilamoura em julho deste ano, a Miralago está prestes a garantir a
instalação destas bicicletas em Viseu e em Sintra. Nuno Rodrigues,
comercial da empresa de Águeda, revela que o negócio de Viseu está
“praticamente fechado”, e a ambição é chegar a Lisboa.

A ideia nem sequer foi da
empresa, foi da entidade que gere os espaços urbanos em Vilamoura,
Inframoura. Estão instaladas cerca de 32 estações e 150 bicicletas
nesta fase, havendo parcerias entre a Inframoura e alguns hotéis,
cartões para residentes e para quem está de férias.

A Miralago, que emprega 90
pessoas na fábrica em Águeda, esteve presente na Convenção Manz
Fitness
em Aveiro, durante este fim de semana, a apresentar
novidades. Além das “bicicletas públicas”, outra aposta da
marca são as Água Sprint, bicicletas integralmente feitas em inox
para estarem dentro das piscinas dos ginásios. É um cruzamento
entre as aulas de bicicleta e as aulas dentro de água. “Todo o
software e hardware é desenhado por nós”, adianta Jorge Lacerda.
A ideia é agora conquistar terreno em piscinas municipais.

A empresa vende mais para
ginásios individuais, mas também tem uma linha doméstica. Segundo
o responsável, há muita gente que prefere fazer um grande
investimento num aparelho de fitness que pagar um ginásio todos os
meses. A grande vantagem em relação a marcas mais baratas que vêm
da Ásia é que a Miralago dá suporte e pode arranjar componentes de
modelos que se estragam, mesmo que já tenham sido descontinuados.

“Tivemos um ginásio com
um problema numa bicicleta nossa com vinte anos e apesar de já não
fabricarmos aqueles modelos conseguimos arranjar a peça”, conta
Nuno Rodrigues.

Ambos admitem que o
mercado já viu melhores dias, e que há uma grande pressão sobre os
preços. “Não se mexe na tabela há quatro anos”, diz Jorge
Lacerda. Mas como a Miralago detém 95% da Órbita, especializada em
bicicletas, o grupo tem interesses diversificados e não está
dependente das flutuações de cada mercado. Por outro lado, o
interesse em mercados internacionais tem crescido, o que permite à
Miralago continuar a fabricar, enquando outras concorrentes nacionais
faliram.

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