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mobi.eTours. Correr a cidade de lés a lés sem poluir

mobi.eTours 4

O projeto português quer levar os turistas a conhecer as cidades com scooters elétricas. Mas não só. A ideia é chegar também às pessoas no local de origem. Projeto é para expandir em Portugal e, depois, fora do país.

O turismo corre nas veias de Rui Fraga Fontes desde que nasceu. Os negócios no setor fazem parte do legado familiar há décadas. Em pleno século XXI, e com a preocupação com o meio ambiente cada vez mais no topo das prioridades das gerações mais novas, Rui percebeu que estava na altura de lançar uma solução que respondesse a essa questão. Juntou a isso o facto de Portugal ser cada vez mais um destino de eleição por parte dos turistas, e criou a mobi.eTours.

“O que tentámos fazer foi transpor para a atualidade o que é o serviço turístico atual. Procuramos com este projeto ter em conta as preocupações das pessoas, nomeadamente com o meio ambiente. Por isso, a nossa frota vai ser totalmente elétrica. A ideia surge pela circunstância de ser um negócio que se encaixa na tradição dos negócios da família. E porque surgiu uma oportunidade em termos de mercado”, conta Rui Fraga Fontes, CEO da mobi.eTours.

Este projeto, que vai começar a rolar em Lisboa na próxima primavera, quer levar os turistas a conhecer as cidades com quadriciclos de dois lugares e scooters elétricas. Apesar de no mercado haver já outras soluções de mobilidade elétrica, a mobi.eTours pretende diferenciar-se, “procurando ter uma oferta não só inovadora em termos daquilo que é o serviço mas também de tudo o que está inserido nesse serviço que prestamos aos clientes”. Uma das diferenças é o posicionamento para atrair clientes, pretendendo ir “buscá-los à origem” e não promover um modelo em que o turista vai ao seu encontro. Isso incluiu permitir que os turistas reservem os veículos e circuitos na mesma altura em que reservam, por exemplo, o alojamento. “No aeroporto, vamos ter um helpdesk para acolher os clientes e apresentarmos a nossa oferta. Vamos estar presentes [fisicamente] em alguns hotéis das cidades onde vamos comercializar o nosso produto, com veículos para que o cliente possa logo ter um contacto com a realidade e utilizar o serviço. Vamos estar presentes também em vários locais das cidades com os nossos spot, onde vamos ter os veículos e comerciais que vão propor a utilização do serviço.”

Os veículos vão estar equipados com um tablet onde corre uma aplicação com sistema audio guide integrado com GPS que, além de guiar o turista, consoante o circuito selecionado, vai dando informações relevantes sobre os locais de interesse turístico e monumentos. “Queremos chegar ao verão de 2019 com 40 a 50 viaturas quadriciclos e vamos tentar ter 40 a 50 scooters. Tudo em Lisboa. Em 2020, vamos estar no Porto e Funchal. O Algarve é um destino que estamos a considerar mas tem as suas especificidades”, admite Rui Fraga Fontes. A internacionalização do projeto é igualmente uma ambição para os próximos anos.

Até aqui, todo o investimento no desenvolvimento da empresa – incluindo na aplicação e no primeiro projeto-piloto para testar o interesse potencial nesta solução, concretizado no último verão – foi suportado com capitais próprios. Contudo, para a aquisição dos veículos a empresa tem em curso uma campanha na plataforma de equity crowdfunding Seedrs, na qual procura angariar 70 mil euros.

O líder da mobi.eTours assume que esta operação é um teste ao mercado, dado que têm “vários projetos futuros de maior dimensão ainda, não só em termos de internacionalização de circuitos mas também em outras áreas ligadas à mobilidade elétrica” e para os quais vão “precisar de um volume bastante elevado de capital. Esta experiência com a Seedrs vai permitir-nos perceber se este poderá ser um caminho”.

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