Moedas fecha acordo com Ryanair para Fábrica de Unicórnios no Beato

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa revelou o primeiro parceiro do projeto que juntará empresas e startups no Beato. Autarca quer ainda Lisboa na corrida ao novo centro de treino ibérico da Ryanair.

A Ryanair vai ser uma das empresas a integrar a Fábrica dos Unicórnios, que irá nascer no Hub Criativo do Beato. O aperto de mão entre o CEO da low-cost irlandesa, Michael O'Leary, e o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, foi dado esta terça-feira, 25, em Lisboa.

"Vamos anunciar a Fábrica de Unicórnios, aquele que é o meu grande projeto de inovação, para que Lisboa seja a capital da inovação da Europa, e hoje tive a boa notícia de que a Ryanair vai participar também neste projeto", confirmou Moedas durante a cerimónia que assinalou os 20 anos da operação da Ryanair em Portugal.

Segundo o autarca, a apresentação oficial daquela que também é conhecida como a Fábrica das Empresas deverá acontecer durante a Web Summit. O projeto inclui acordos com empresas de diversas áreas como a biotecnologia, os recursos humanos ou a aviação.

"A Fábrica de Unicórnios será a casa desse crescimento para que as empresas pequenas possam ser grandes com a ajuda de grandes empresas com experiência na inovação, como é o caso da Ryanair. Mais do que o valor [investido] é a capacidade de colaboração. Queremos dar oportunidade às pequenas empresas de poderem trabalhar com estas grandes empresas e fazer com que a economia aconteça", adiantou o presidente aos jornalistas à margem do evento que decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa.

O social-democrata remeteu mais pormenores para a apresentação do projeto durante a cimeira tecnológica, que arranca na capital entre 1 e 4 de novembro. Segundo Moedas, o objetivo é que a primeira fase Fábrica dos Unicórnios esteja operacional já em 2023.

Moedas quer centro de treino da irlandesa em Lisboa
Recentemente a Ryanair anunciou estar a olhar para o Porto e para Madrid como possíveis localizações para a construção de um novo centro de treino ibérico. Este será um de dois centros de formação de pilotos e tripulantes que a transportadora irá construir nos próximos anos, num investimento de 50 milhões de euros.

Carlos Moedas assumiu que também quer entrar na corrida para captar o empreendimento para a capital. "Farei tudo o que puder para que a Ryanair estabeleça aqui mais um centro de inovação em Lisboa. Vamos tentar estar nesta corrida. É uma concorrência não entre cidades do mesmo país mas entre cidades de toda a Europa", disse aos jornalistas.

Na altura do anúncio, no passado mês de setembro, O'Leary excluiu a capital portuguesa da lista de opções. A capacidade esgotada da Portela e o sucesso da operação da low-cost a Norte foram os dois principais motivos apontados pelo CEO.

Esta manhã, o presidente executivo da companhia confirmou que até ao final deste ano a localização do projeto ficará definida mas assumiu que o país vizinho apresenta vantagens face a Portugal, nomeadamente no que respeita aos custos.

"Madrid está melhor conectado e é mais barato ter engenheiros lá", apontou Eddie Wilson.

"Precisamos de um novo aeroporto já"
O autarca aproveitou ainda a sua intervenção durante esta manhã para apelar, uma vez mais, a uma decisão sobre a construção de um novo aeroporto na capital portuguesa.

"Precisamos de um novo aeroporto e já. Precisamos de um novo aeroporto e precisamos dessa decisão. O presidente da Câmara de Lisboa estará aqui para decidir, para ajudar na decisão, para estar do lado da decisão. Mas nós precisamos de um novo aeroporto já para Lisboa, um novo aeroporto internacional", reiterou.

Carlos Moedas elogiou ainda a operação de duas décadas da Ryanair no país, aplaudindo o impacto do negócio da transportadora nas contas nacionais. Segundo dados de um relatório da PWC, apresentado pela low-cost, os gastos dos turistas que chegam a Portugal com a Ryanair têm um impacto anual de mais de dois mil milhões de euros no PIB nacional.

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