Montepio assume papel de tesoureiro dos pescadores

Sardinha, carapau e cavala capturados na pesca de cerco
Sardinha, carapau e cavala capturados na pesca de cerco

O Montepio e a Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (ANOPCERCO) celebraram um protocolo que responde, em primeira linha, às necessidades de tesouraria destas embarcações.

“São 150 os associados que têm agora uma solução financeira para resolver os problemas de tesouraria. É um crédito pré-aprovado até 20% da média dos resultados do que cada embarcação fez nos últimos três anos”, explicou Humberto Jorge, presidente da ANOPCERCO.

Para este responsável, este protocolo vem facilitar a vida dos associados, uma vez “que desde há sete anos a Docapesca deixou de nos poder desbloquear essas verbas, que nos permitiam equilibrar a tesouraria, porque a pesca vive de imponderáveis e era com esse dinheiro que conseguíamos manter financeiramente cada embarcação”.

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Desde que a Docapesca deixou de conceder o crédito aos pescadores de cerco, “porque as novas regras para as empresas do Estado assim o obrigaram”, a Associação e associados tentaram encontrar soluções na banca, “mas o crédito era muito difícil, a tramitação muito burocrática e o contacto pouco pessoal”.

É assim que surge o protocolo com o Montepio, “através do qual temos um empréstimo pré-aprovado, num determinado valor para cada embarcação de acordo com a média das vendas dos últimos três anos, e damos como garantia a domiciliação de uma conta no Montepio das nossas vendas em lota”.

Além desta solução, o Montepio oferece condições favoráveis para a concessão de crédito para os projetos ProMar, já financiados pelos fundos comunitários.

“Estes financiamentos são sobretudo para a modernização da frota. Há um ou outro caso que serve para a compra de uma nova embarcação, mas é raro”, salientou Humberto Jorge.

Paulo Magalhães, Administrador do Montepio, explica como surgiu o protocolo, dizendo que “as empresas que operam no setor precisam de ganhar dimensão para competir no mercado global e o Montepio deseja apoiar este crescimento e ajudar a desenvolver a cadeia de valor desde a base. Só em 2012 a atividade da pesca concentrou mais de 43% das empresas em atividades do mar, contudo, o peso do volume de negócios foi de 13%. Tendo em vista o desenvolvimento de sinergias que, de facto, contribuam com valor para apoiar a pesca, a colaboração com a Anopcerco foi fundamental”.

Aponta como principal vantagem para os pescadores a “linha de apoio à tesouraria que desenhámos com condições exclusivas de preço para os associados e com uma diferenciação assinalável nos critérios de concessão e procedimentos associados ao crédito tradicional. Isto é, tivemos presente as especificidades da atividade e ajustámos a oferta”.

O protocolo tem a duração de um ano, e poderá ser renovado.

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