Montepio avança com o fecho de 31 balcões

O banco quer reforçar a sua aposta nos serviços digitais.

O Banco Montepio decidiu encerrar 31 agências bancárias no âmbito de uma estratégia que passa pelo reforço da prestação de serviços digitais.

"O Banco Montepio vai acelerar a transição digital, rumo a um novo paradigma de relação, ao mesmo tempo que se ajusta aos desafios de um novo contexto, com os objetivos de acelerar a transição digital, ajustar o modelo de serviço e aumentar a eficiência", refere o banco num comunicado divulgado esta terça-feira.

Entre as ações que o banco vai por em prática, uma delas passa por "ajustar o modelo de distribuição e reorganização da rede comercial, com a fusão de 31 balcões redundantes devido à sua proximidade geográfica, mas garantindo que continua a prestar os serviços bancários de proximidade às populações e a entregar o mesmo nível de serviço aos seus clientes".

Também vai acelerar a transição para o digital e também vai "implementar novos conceitos e novas formas de trabalhar que valorizem a colaboração e a flexibilidade, promovendo um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional".

"A dinâmica competitiva na banca alterou-se de forma substancial nos últimos anos. Além da constante produção regulamentar, ou das taxas de juro historicamente baixas, servir bem os clientes constitui o maior desafio para os bancos", afirmou Pedro Leitão, presidente executivo Montepio, citado no comunicado.

Explicou que "a dinâmica da relação e as expectativas dos clientes sobre o serviço prestado evoluíram de forma acelerada, marcadas pela evolução tecnológica e pelo espaço ocupado pelo digital, onde os bancos têm sido followers (seguidores)".

O Banco Montepio registou um lucro líquido de 5,4 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 17% face ao resultado obtido em igual período de 2019. O banco constituiu “uma imparidade de 15,5 milhões de euros relacionada com o impacto adverso perspetivado para a pandemia Covid-19".

O setor da banca espera um aumento do crédito malparado devido à crise provocada pelas medidas impostas para travar a epidemia do novo coronavírus. Empresas fecharam, o desemprego disparou e aumentou o recurso à suspensão dos contratos de trabalho - lay-off -, com quebras de rendimento nas famílias.

O setor tem estado a implementar moratórias nos créditos - excluindo nos cartões de crédito - para diminuir o impacto da crise nos clientes e no nível de malparado.

Atualizada ás 16H16 com mais informação

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