Montepio: Banco de Portugal pede mais informação sobre João Ermida

Supervisor pede informação adicional sobre gestor proposto para chairman do Montepio, quando se aproxima fim do prazo que permite a Carlos Tavares acumular funções de presidente e CEO.

O Banco de Portugal solicitou ao Montepio mais informação sobre o curriculum de João Ermida, proposto para ocupar o cargo de chairman do banco.

O pedido de informação adicional feito no final da semana passada surge no âmbito da análise que o supervisor está a fazer sobre a idoneidade e adequação para ocupação daquele cargo (fit & proper).

Carlos Tavares tem vindo a acumular os cargos de chairman e de presidente-executivo da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), mas só pode fazê-lo até ao dia 21 de janeiro.

O ex-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários assumiu a liderança do banco no início de 2018. Em setembro o Banco de Portugal autorizou Tavares a continuar a exercer as duas funções até ao final de janeiro, para que fosse encontrado um sucessor num dos cargos.

João Ermida foi o nome proposto para chairman num processo que tem gerado polémica nos media. Não caiu bem na Associação Mutualista Montepio Geral o facto de Ermida ter sido sócio de António Godinho, um rival de António Tomás Correia nas duas últimas eleições para a liderança da Associação Mutualista Montepio Geral.

A dona da CEMG acabou por ser forçada recentemente a mostrar o seu apoio público à proposta de Ermida. Mas o Dinheiro Vivo sabe que internamente, na Mutualista, o nome gera controvérsia e mantém-se a esperança de que o supervisor chumbe o nome do gestor.

Têm sido suscitadas nos media dúvidas em torno da experiência bancária de Ermida, que foi responsável pela Tesouraria global do Santander e passou em 2004, por um breve período, pelo Banco BPI.

Antes de Ermida, chegou a ser apontado o nome de Álvaro Nascimento para o cargo, o que não se confirmou.

Ao que o DV apurou, a Associação Mutualista tem um plano B e está preparada para o caso de Ermida não passar na avaliação do Banco de Portugal. A solução passa pela escolha de um nome mais próximo da confiança da Associação Mutualista e de António Tomás Correia, que foi eleito em dezembro para cumprir o quarto mandato na liderança da maior mutualista do país.

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