Enoturismo

Monverde ganha dez novas suites com piscina privativa

“Se quisesse vender camas, comprava um hotel em Lisboa ou no Porto. No Monverde proporcionamos experiências”, diz Óscar Meireles, administrador da Quinta da Lixa. Fotografia: Octávio Passos / Global Imagens)
“Se quisesse vender camas, comprava um hotel em Lisboa ou no Porto. No Monverde proporcionamos experiências”, diz Óscar Meireles, administrador da Quinta da Lixa. Fotografia: Octávio Passos / Global Imagens)

São 16 os novos quartos em construção para um segmento ainda mais premium, que elevam para quase dez milhões o investimento do hotel, em Amarante

O vinho é a génese da Quinta da Lixa, mas o turismo é a sua nova paixão. E as paixões têm de ser alimentadas para se manterem vivas. Por isso mesmo, quatro anos depois de inaugurado, está já em marcha a segunda fase do Monverde, o primeiro hotel vínico da Região dos Vinhos Verdes, com inauguração prevista para o início do verão. São 16 novas suítes, para um público ainda mais exigente e seletivo, dez das quais terão piscina privativa, aquecida com recurso a painéis solares. Cada quarto terá cerca de 147 metros quadrados, janelas generosas, com vista para os 30 hectares de vinha da propriedade, e uma enoteca privativa. O investimento, que deverá estar concluído em junho, aproxima-se dos dois milhões de euros e faz subir para quase dez milhões a aposta da Quinta da Lixa no turismo, em Amarante.

Com este novo investimento, o Monverde, inaugurado em 2015, atinge os 46 quartos e o limite da sua capacidade de expansão. “Não queremos turismo de massas, nem perder o elemento diferenciador que é a oferta muito personalizada. Temos uma percentagem muito elevada de clientes que repetem a estada e aos quais temos de apresentar melhorias constantes e novas experiências”, diz Óscar Meireles, administrador da empresa. E, por isso, o novo polo que está em construção inclui uma nova adega experimental e um túnel dos aromas para proporcionar novas experiências sensoriais aos amantes do vinho.

Mas Óscar Meireles tem já outros planos em mente para uma propriedade a dois quilómetros do hotel, a Quinta dos Lagareiros, onde dispõe de três casas e uns moinhos junto ao rio, e que admite vir a transformar em bungalows, numa aposta de turismo ainda mais vocacionado para a natureza, mesmo que não saiba muito bem quando. “Esta empresa é um bocadinho rebelde. Dizemos que vamos estabilizar estes investimentos antes de avançar com outros, mas até podemos decidir que para o ano está na altura. Vamos a ver”, frisa. O que mais o preocupa é mesmo a burocracia associada aos licenciamentos. “Fala-se muito no Simplex mas no turismo isso não funciona. Um projeto não pode estar um ou dois anos à espera de licenças, sob pena de perder atualidade. Não estou a pedir nada ao Estado, apenas que nos deixem trabalhar”, sublinha.

O Monverde fechou 2018 com uma taxa de ocupação média de 63%, valor que sobe para 75% nos períodos médio e alto e se “aproxima muito” dos 50% na época baixa, altura em que os clientes, sobretudo nos fins de semana, são nacionais. Mas o hotel está a conquistar espaço nos mercados internacionais, designadamente junto dos turistas americanos, canadianos, brasileiros, ingleses, alemães, luxemburgueses, belgas ou finlandeses, entre outros. O segmento de grupos e eventos está também em forte desenvolvimento.

Mas os investimentos da Quinta da Lixa não se ficam pelo turismo. A empresa, que em 2018 faturou oito milhões no segmento de vinhos – o turismo valeu 1,7 milhões, sendo que ambos os segmentos de negócio cresceram a dois dígitos -, conta já com 105 hectares de vinha plantados e vai, em 2020, plantar mais 12 hectares. Ainda neste ano, a empresa vai investir cerca de 700 mil euros na modernização do seu centro de vinificação na Lixa, Felgueiras.

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