Coronavírus

Moody’s prevê quebra de 14% no mercado automóvel em 2020

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Agência de notação financeira assinala que setor automóvel "é um dos mais sensíveis à procura e confiança dos consumidores".

O mercado automóvel mundial deverá recuar 14% em 2020. A previsão é da agência de notação financeira Moody’s e tem em conta os efeitos do novo coronavírus nesta indústria. Esta quarta-feira, a agência de rating norte-americana pôs sob revisão a avaliação de oito fabricantes automóveis mundiais.

“As nossas previsões apontam para uma quebra no mercado automóvel global de 14% para todo o ano de 2020, com uma quebra de cerca de 30% no segundo trimetre. A aceleração do impacto do novo coronavírus na região da Europa, Médio Oriente e África e nos Estados Unidos poderá levar a encerramentos de fábricas ainda mais prolongados e a uma recuperação ainda mais atrasada nas vendas”, refere a Moody’s na nota de imprensa.

À conta do fecho das fábricas de produção de carros, “haverá menos carros por vender e poderá levar ainda a potenciais problemas no comércio automóvel mesmo quando as unidades retomarem a produção, a não ser que haja uma cooperação entre as marcas automóveis e os seus concessionários”. Mesmo que a suspensão da produção dure um par de meses, “o excesso de carros em stock poderá levar as marcas a apostar em incentivos para vender os veículos antes dos envios do próximo ano”.

A recuperação do setor automóvel deverá iniciar-se, de forma lenta, a partir do terceiro trimestre, conforme o impacto do novo coronavírus.

Fábricas de componentes automóveis temem oito meses de recuperação

A Moody’s pôs sob revisão o rating dos grupos Daimler (dona da Mercedes), Jaguar Land Rover, Peugeot, Renault, Volkswagen, Volvo e McLaren, que deverão sofrer uma descida da avaliação no espaço de três meses.

A avaliação ao grupo Fiat Chrysler (FCA) também vai ser revista, embora o sentido desta alteração dependa da concretização da fusão com o grupo peugeot-Citroën, liderado pelo português Carlos Tavares. Ao mesmo tempo, a Moody’s desceu o rating do grupo BMW, do nível A1 para A2, terceiro patamar acima do nível considerado como especulativo.

Mesmo que as marcas consigam dar a volta à Covid-19, subsistem vários desafios, como o apertar das emissões ambientais por veículo, e o desenvolvimento de sistemas de condução autónoma.

 

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