Moratórias. Mais de 6,5 mil milhões de euros em empréstimos estarão em risco de incumprimento

Com as moratórias no crédito do Estado a terminar no final de setembro, haverá famílias e empresas sem condições de retomar os pagamentos. Estarão mais de 6,5 mil milhões de euros em empréstimos em risco de incumprimento.

Com o fim das moratórias no crédito do Estado a chegar ao fim no mês de setembro, haverá muitas famílias e empresas que não vão conseguir retomar o pagamento das prestações a partir dessa data.

De acordo com o Negócios, haverá mais de 6,5 mil milhões de euros em empréstimos que estarão em risco de incumprimento.

O montante é avançado tendo em conta quatro bancos - Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Santander Portugal e BPI. NO final de 2020, as quatro instituições financeiras tinham cerca de 29 mil milhões de euros de créditos em moratória.

O valor de 6,5 mil milhões - que o jornal refere que poderá ser muito superior - refere-se aos créditos em moratória nas chamadas "stage 2" e "stage 3", as categorias passíveis de vir a ter algum problema ou onde há uma elevada probabilidade de virem a registar incumprimento, respetivamente.

De acordo com o jornal, entre estes bancos é o Santander quem apresenta a maior percentagem de crédito sem qualquer sinal de alerta, com mais de 80% dos empréstimos em moratória na "stage 1". No caso do BCP e da Caixa, os empréstimos nesta categoria baixam para os 66,3% e 68,8%, respetivamente.

O Negócios aponta ainda que apenas uma moratória já terminou, aquela que foi disponibilizada pela Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC). Até agora, a associação indica que os sinais de incumprimento são pouco significativos.

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