Construção

Mota-Engil coloca 132 milhões de euros em fundo mexicano

António Mota, presidente do conselho de administração da Mota-Engil. Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens
António Mota, presidente do conselho de administração da Mota-Engil. Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens

Construtora portuguesa pretende realizar investimentos futuros com fundo dedicada ao sector das infraestruturas, energia e turismo.

A Mota-Engil, através da sua subsidiária mexicana, colocou 3 mil milhões de pesos (132 milhões de euros à cotação atual) em CERPI, uma modalidade de fundos de capital do país.

Em comunicado, a construtora avança que “a sua subsidiária mexicana, Administradora para el Desarrollo-MEM, S.A. de C.V. (“ADM MEM”), colocou, com sucesso, junto de investidores institucionais, Certificados Bursátiles Fiduciarios de Proyectos De Inversión (“CERPI” ou “Fundo CERPI”)”, num montante inicial de três mil milhões de pesos mexicanos, “na bolsa mexicana de valores através de uma Oferta Pública restringida”.

O grupo detalha que os CERPI são uma “inovadora modalidade de fundos de capital que permite aos investidores institucionais mexicanos investir em diversos setores da economia e, neste caso, nos setores de infraestruturas, energia e turismo no México e em outros países da América Latina”.

Segundo a construtora, “esta subscrição inicial do Fundo CERPI permitirá realizar investimentos futuros em regime de coinvestimento com o grupo Mota-Engil”, constituindo um “instrumento adicional e com potencial de crescimento para a empresa nesta região”.

Este fundo conta com uma maturidade a 50 anos e permite “concretizar a execução de projetos de relevância na dimensão e geração de valor para as comunidades onde se insere”, garante a Mota-Engil.

“A operação teve como intermediário colocador a subsidiária do Citibank no México (Citibamex Casa de Bolsa), Agente Estruturador a MTH Capital e Banco Fiduciário o CIBanco SA”, salienta a construtora.

A Mota-Engil entrou neste país em 2007 e, atualmente, tem presença em setores como a Engenharia e Construção, Ambiente, Energia e Concessões de Transportes, “e com obras relevantes em todo o território e concessões de longo prazo, o México é, desde 2017, o principal mercado externo do Grupo com um volume de negócios próximo dos 500 milhões de euros”, detalha a empresa.

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