Mota-Engil com contrato de 370 milhões na Costa do Marfim

A Mota-Engil entra assim em mais um mercado africano, somando já quase 3,6 mil milhões de euros em adjudicações no continente africano.

A Mota-Engil soma e segue. Desta vez a construtora portuguesa apresentou o melhor preço e foi escolhida pelo Governo da Costa do Marfim para um projeto de recolha de resíduos e limpeza urbana na capital do país africano, Abidjan, noticiou hoje o Jornal de Negócios.

No total, o concurso lançado pelo Governo marfinense vale 500 milhões de dólares para três lotes distintos, sendo que as regras ditam que cada empresa poderá apenas assegurar dois lotes, ou seja, até 370 milhões de euros.

Ainda de acordo com o Negócios, o contrato tem um prazo de sete anos, podendo ser estendido por mais três, até um total de 10 anos. Com as negociações ainda a decorrer, a assinatura dos contratos está prevista para o próximo mês de setembro. Depois de Angola, Moçambique, Ruanda, Tanzânia e Guiné Conacri, a Mota-Engil entra assim em mais um mercado africano, somando já quase 3,6 mil milhões de euros em adjudicações no continente africano.

Recentemente, a Mota-Engil foi também escolhida pelo Governo angolano para a obra de construção e apetrechamento da primeira fase do Hospital Geral de Cabinda, no valor de 145 milhões de euros.

Da mesma forma, a Mota-Engil conta com dois novos contratos milionários no continente africano, em Moçambique e Guiné-Conacri. Os dois acordos estão avaliados, ao todo, em 2,599 mil milhões de euros, ou seja, 2,3 mil milhões de euros. Em Moçambique, a construtora assinou um contrato com a Thai Moçambique Logística. Avaliado em 2,389 mil milhões de dólares e com a duração de 44 meses, consiste na “construção de uma via-férrea de cerca de 500 km” que ligará a zona mineira de Moatize ao porto de Macuse. As obras deverão arrancar em 2018, após a conclusão das “negociações do clientes para o financiamento do projeto”. A Mota-Engil participará num consórcio, a 50%, com a China National Complete Engineering Corporation, refere o comunicado.

Na Guiné-Conacri, o acordo vale 210 milhões de dólares e prevê o fornecimento exclusivo de serviços de mineração – inclusive equipamentos e instalações – na mina de ouro da Société AngloGold Ashanti de Guinée, localizada em Siguir.

Apesar da cada vez maior expansão em África, o principal mercado internacional para a Mota-Engil continua a ser o México, com este país latino-americano a registar já um peso de 45% no volume total de negócios. Só na construção (estando o grupo presente em muitos outros setores), “a carteira de encomendas de 800 milhões de euros antecipa um crescimento do volume de negócios para 2017 e 2018”.

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