Mota-Engil é um exemplo – Pires de Lima

Pires de Lima
Pires de Lima

O ministro da Economia, António Pires de Lima, disse à Lusa que a Mota-Engil é o exemplo de como as empresas aproveitaram a crise para reorientarem as suas atividades e crescerem. Pires de Lima falava na sexta-feira em Lima, nas instalações da Mota-Engil Peru, onde inaugurou o novo laboratório de engenharia civil, que resulta de um investimento de cerca de 1,5 milhões de dólares (cerca de 1,1 milhões de euros).

“A Mota-Engil é bem o exemplo de como os portugueses souberam fazer, em muitos casos, desta crise uma lição para poderem reorientar as suas atividades, crescerem e desenvolverem”, afirmou o ministro, que se encontra no Peru desde quinta-feira, liderando uma comitiva que integra o secretário de Estado do Investimento, Pedro Gonçalves, e o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Miguel Frasquilho.

“É o melhor laboratório de engenharia civil, nomeadamente aplicada à construção e às obras públicas e infraestruturas do Peru, dizem-me até da América Latina, de uma empresa privada”, afirmou o governante, adiantando que isso é o “reflexo do desenvolvimento do crescimento e da credibilidade e da reputação que esta empresa portuguesa, Mota-Engil, tem na América Latina e, de uma forma em particular, no Peru”, acrescentou.

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Pires de Lima recordou que a Mota-engil é uma empresa que “em muito poucos anos se internacionalizou”, quer para África, como para as Américas ou Europa.

“Hoje tem mais de 70% da sua atividade fora de Portugal. Só aqui na América Latina dá emprego a mais de 5.500 pessoas, fatura mais de 400 milhões de euros. Pude constatar nas reuniões que tive com os vários ministros das Finanças, Economia e dos Transportes a enorme reputação e respeito que significa a Mota-Engil aqui no Peru”, sublinhou.

O governante disse estar com “gosto” a “dedicar estes dia a conhecer as instalações e inaugurar” o laboratório da Mota-Engil, “que presta serviços para outras empresas que concorrem” com a empresa e a visitar entre sexta-feira e sábado “algumas empresas que colaboram com a Mota-Engil e infraestruturas mais importantes” que o grupo português construiu no Peru nos últimos anos.

Questionado sobre se grupos como a Mota-Engil podem servir de âncora para outras empresas que queiram internacionalizar-se, António Pires de Lima disse esperar que “grandes empresas portuguesas ao escolherem outras geografias e crescerem, por exemplo, na América Latina, tragam consigo uma rede de pequenas e médias empresas [PME] que possam crescer fora de Portugal e projetar a boa imagem de Portugal um pouco por todo o mundo”.

O administrador da Mota-Engil, Carlos Mota Santos, explicou à Lusa que o laboratório inaugurado é uma réplica do que o grupo tem em Portugal.

“Quisemos replicar aqui, pois sentimos que o mercado tinha espaço, não só porque nos podia dar uma projeção comercial e uma diferenciação de qualidade, como também poderíamos captar o mercado de ensaios de pavimento e solos”, adiantou.

“Este laboratório faz ensaios de pavimentos, de solos, de misturas betuminosas, de agregados e de betão também”, tudo ligado à engenharia civil.

Presente no Peru desde 1998, Carlos Mota Santos classifica o percurso da empresa no país como uma “história de sucesso”.

“Desde 2008 até este ano crescemos de uma forma impressionante”, comentou, lembrando que naquela data o grupo faturava no Peru cerca de 30 milhões de dólares e que no ano passado o volume de negócios ascendeu a 420 milhões de euros.

No Peru, a empresa aposta na “diversificação para outros setores”, como é o caso das concessões portuárias, onde a Mota-Engil opera “atualmente o segundo maior porto” do país, o de Paita, que teve a sua expansão concluída recentemente.

“O Peru é o mercado mais importante na América Latina e a nossa expetativa” é que a América Latina “continue a crescer”, concluiu Carlos Mota Santos.

A Mota-Engil está presente no Peru, México, Colômbia e Brasil.

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