Mota-Engil ganhou nos Camarões o maior contrato de sempre

António Mota é o 'chairman' do grupo Mota-Engil
António Mota é o 'chairman' do grupo Mota-Engil

A Mota-Engil ganhou nos Camarões o maior contrato de sempre na sua história. São 3,5 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) em obras. O contrato foi adjudicado à Mota-Engil Engenharia e Construção África pela Sundance Resources, entidade cotada na Austrália, e abrange as áreas de engenharia, procurement e construção, designadamente de 580 km de ferrovia e de um porto de águas profundas e respetivos estaleiros.

“O contrato enquadra-se no projeto de minério de ferro Mbalam-Nabeba (um dos mais importantes na região), localizado em Mbalam, a cerca de 485 km a leste da cidade costeira de Kribi, na República dos Camarões, abrangendo ainda a zona de Nabeba, na República do Congo”, precisa a construtora.

As obras deverão começar em meados de 2015 e prolongar-se-ão por 42 meses, adianta a construtora, explicando que, “após concluídas, as infraestruturas servirão de escoamento da produção daquele projeto, de que a Sundance Resources é concessionária”.

A companhia australiana prevê extrair 35 milhões de toneladas de ferro por ano, durante os próximos 35 anos. A Mota-Engil sublinha que este projeto permitirá à Sundance liderar o desenvolvimento “da próxima grande província de minério de ferro do mundo”.

África constitui já o principal mercado do grupo Mota-Engil, que está a preparar a entrada em bolsa da concessionária Mota-Engil África. Ontem, em declarações ao Diário Económico, o administrador Carlos Mota Santos assegurou que esta é uma operação que está a despertar grande atenção por parte dos investidores internacionais. “Há uma grande apetência, atualmente, pelos títulos da Mota-Engil, sobretudo a nível internacional, e acreditamos que a entrada da holding de África em cotação vai ser muito interessante”, afiançou. A praça de Londres continua a ser a preferida para a oferta pública inicial. O processo estará terminado antes do verão.

No âmbito da visita oficial do Presidente do México a Portugal, o grupo Mota-Engil assinou ontem com a Fonatur, a entidade estatal responsável pelo desenvolvimento turístico local, um protocolo de desenvolvimento do master plan de Costacapomo, na região da Riviera Nayarito, no que será uma nova zona turística na costa do Pacífico. O investimento global que o Estado mexicano pretende fazer nesta região ascende a 2,162 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de dólares) com a construção de hotéis e campo de golfe, entre outros empreendimentos, No total, o governo mexicano estima criar nesta nova região turística mais de sete mil quartos, quatro mil dos quais residenciais e os restantes em estruturas hoteleiras.

Em declarações ao Dinheiro Vivo, a Mota-Engil assegura que este protocolo de cooperação não tem, ainda, valores associados. O objetivo do Estado mexicano é que o projeto esteja em marcha ainda na vigência da atual legislatura, ou seja, nos próximos quatro anos, e implicará a constituição de uma SPV (sociedade de propósito específico) para a qual serão chamados mais parceiros, designadamente turísticos. Carlos Mota Santos assume: “Claro que o nosso interesse é construir uma parte do que ali vier a ser desenvolvido”.

Não espanta que, com esta carteira de obras em mãos, as ações da Mota-Engil tenham ganho ontem 9,3%, acumulando uma valorização de 36,5% desde início do ano.

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