Greve dos motoristas

Motoristas não cumprem serviços mínimos nem requisição civil

Um militar conduz um camião cisterna em resposta à greve por tempo indeterminado dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias, Foto: Tiago Petinga/Lusa
Um militar conduz um camião cisterna em resposta à greve por tempo indeterminado dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias, Foto: Tiago Petinga/Lusa

O ambiente está de novo extremado. Os motoristas estão parados em Matosinhos.

Pardal Henriques, porta voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, disse que os motoristas não vão cumprir os serviços mínimos nem a requisição civil, em solidariedade com os colegas que estão ameaçados de prisão.

O representante do mesmo sindicato disse à Sic Notícias que “os motoristas estão a parar todos” e que “já disseram que não vão cumprir mais os serviços mínimos”.

“Ver representantes do nosso país ameaçar trabalhadores com pena de prisão é uma vergonha. Estes homens, em solidariedade com os seus colegas, não vão sair daqui hoje. Ninguém vai cumprir nem serviços mínimos nem requisição civil. “, disse hoje de manhã Pardal Henriques.

“Se um motorista vai ser preso, então o sr. ministro tem de trazer grandes autocarros para levar os 800 motoristas do país”, disse ainda Pardal Henriques. O dirigente falava a propósito das declarações do ministro do Ambiente de ontem, quando revelou que 14 motoristas tinham sido notificados por incumprimento dos serviços a que estavam obrigados.

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