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MSC propõe criação de think tank dos cruzeiros em Portugal

MSC Cruzeiros

Apesar da expetativa no potencial dos cruzeiros, o setor tem das mais baixas taxas de penetração no mercado.

Só 2% dos turistas mundiais opta por fazer férias em navios cruzeiro. O número ainda é discreto e representa apenas 27 milhões de pessoas, das quais 55 mil são de nacionalidade portuguesa. Mas, por outro lado, o diretor-geral da MSC Cruzeiros em Portugal não tem dúvidas quanto ao potencial do setor. Eduardo Cabrita disse ao Dinheiro Vivo que o setor está numa “fase ascendente” e que seria interessante criar um think tank para alavancar o negócio dos cruzeiros em Portugal.

O responsável entende que o Governo português deveria ser o primeiro a dar o exemplo e a contribuir para a melhoria destes resultados. Nesse sentido, propõe que se leve a discussão à bancada parlamentar com o objetivo de se avaliar a criação de um fundo de desenvolvimento para apoiar o crescimento do setor. O objetivo, segundo Eduardo Cabrita, é incentivar todos os stakeholders a discutirem passos concretos para manter o país no radar desta indústria, ao mesmo tempo que se garantem os montantes necessários para pôr essas ideias em prática.

Ainda que continue a crescer, o setor dos cruzeiros em Portugal continua a apresentar uma das taxas de penetração mais baixas do mercado, com 0,55%. Entretanto, o World Travel & Tourism Council já veio dizer que, nos próximos 10 anos, os gastos dos europeus em lazer vão aumentar para mais do dobro. “Isso é uma grande oportunidade para nós”, assegura o diretor geral da MSC Cruzeiros em Portugal.

Já em 2017, o número de passageiros portugueses aumentou para 55 mil, dos quais 22 mil viajaram a bordo dos navios da MSC, mais 7,8% do que em comparação com o ano anterior. Porém, Eduardo Cabrita entende que a empresa não está no máximo das suas forças.

A nível mundial, a MSC representa hoje 7,2% da atividade de cruzeiros. Isso deve-se, por um lado, pela entrada tardia no setor, mas também porque são “uma das poucas empresas, senão mesmo a única, que tem vindo a crescer organicamente”, explica Eduardo Cabrita. A juntar à atual frota de 15 cruzeiros, a empresa anunciou uma encomenda de 10 novos navios, nos quais estão investidos quase 11 mil milhões de euros, com previsão de entrega até 2026.

Atualmente, a companhia cresce a dois dígitos no mercado português. Embora ainda seja cedo para avaliar o desempenho de 2018, o responsável arrisca dizer que estimam crescer acima dos 20% até ao final do ano, o que representa 26 640 mil passageiros transportados. “Vai depender muito desta última fase pós-verão, mas este será o ano em que vamos crescer mais do que alguma vez crescemos desde que abrimos o escritório em Portugal”, acredita.

Praticamente a fechar o ano, Eduardo Cabrita disse que as reservas estão a correr “muitíssimo bem”, sublinhando que “os passageiros de cruzeiros marcam as viagens com cada vez mais antecedência”. “Temos navios que ainda nem começaram a ser construídos e já estamos a vendê-los. Estamos a vender um sonho”, constata.

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