Telecomunicações

Mudanças na frequência da TDT nunca demoram “menos de 6 meses”

Alexandre Fonseca, presidente da Altice Portugal. Foto: Paulo Spranger/Global Imagens
Alexandre Fonseca, presidente da Altice Portugal. Foto: Paulo Spranger/Global Imagens

A Altice Portugal está preocupada com o processo de libertação da frequência da TDT, já que diz desconhecer, até ao momento, como tal será feito.

A Altice Portugal disse hoje à Lusa que a mudança na frequência da Televisão Digital Terrestre (TDT), cuja faixa 700 MhZ (Megahertz) vai ser libertada para o 5G (quinta geração móvel), nunca irá demorar “menos de seis meses”.

Na sexta-feira, fonte oficial da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) afirmou à Lusa que o regulador “está a trabalhar” para cumprir o calendário de arranque do 5G, que irá acontecer até junho do próximo ano, o que inclui a libertação da faixa 700 MHz da TDT.

“Desde o final de 2018 e início deste ano, quando o assunto foi colocado pela primeira vez pela Anacom que, de forma reiterada, a Altice Portugal informou a Anacom que efetuar as mudanças de frequência da TDT nunca demoraria menos de seis meses”, afirmou fonte oficial da dona da Meo.

A Altice Portugal está preocupada com o processo de libertação da frequência da TDT, já que diz desconhecer, até ao momento, como tal será feito.

Com a mudança na faixa da TDT, as pessoas vão ter de sintonizar outra frequência para aceder aos canais de sinal aberto (gratuito).

No final da semana passada, o regulador das telecomunicações disse que iria ter soluções para apoiar os clientes da TDT nesta migração.

“Vamos ter soluções para apoiar as pessoas” na migração de uma frequência para a outra, processo que decorrerá no quarto trimestre deste ano, disse, na sexta-feira, fonte oficial da Anacom.

Uns dias antes, em 06 de agosto, num encontro com jornalistas, em Lisboa, o presidente executivo da Altice Portugal tinha considerado que Portugal estava atrasado no lançamento do 5G e a “perder claramente o comboio” da quinta geração móvel, apontado responsabilidades ao presidente da Anacom.

Cabe à Autoridade Nacional de Comunicações definir o calendário, sendo que a diretiva comunitária indica que a atribuição do 5G deverá ser realizada até junho de 2020, ou seja, daqui a menos de um ano.

Alexandre Fonseca criticou, na altura, o regulador por aquilo que considerou ser um “silêncio absoluto” sobre o processo de libertação da faixa 700 Mhz na TDT.

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