Na Alemanha, a 'febre' dos carros elétricos chegou aos correios

StreetScooters quer ir além do mercado postal e tem recebido contactos de potenciais clientes de "inúmeras indústrias"

A empresa alemã de correios (Deutsche Post) não estava a conseguir encontrar no mercado uma carrinha de entregas sem emissões poluentes e que correspondesse às necessidades. Decidiu, por isso, comprar uma startup em dezembro de 2014 e desenvolver a própria carrinha de distribuição. Não tem ar condicionado, não pode receber passageiros e não circula a mais de 80 km/h. Mas está a conquistar o interesse do grupo Volkswagen. Conheça a StreetScooter.

Fundada em 2010, a startup comprada pela Deutsche Post já atingiu o equilíbrio financeiro após ter fabricado 2500 unidades. Para 2017, o objetivo é vender 10 mil carros comerciais elétricos, o que, a concretizar-se, poderá tornar a marca líder neste segmento, ultrapassando a Renault, adiantou à Bloomberg o analista Ian Fletcher, da consultora IHS Markit.

Para atingir a meta, a StreetScooters quer ir além do mercado postal e tem recebido contactos de potenciais clientes de "inúmeras indústrias" não só da Alemanha mas também do estrangeiro, segundo o administrador Jurgen Gerdes.

Este tipo de veículos poderá tornar-se bastante útil para as empresas de entregas a nível mundial, porque há cada vez mais cidades a restringir a circulação de carros a gasóleo no centro, o que obriga a recorrer a alternativas.

A Deutsche Post, que conta com uma frota de 92 mil veículos, está a eletrificar a "garagem" e espera fechar este ano com cerca de quatro mil StreetScooter. Há aspetos a melhorar, como a autonomia, que não é superior a cerca de 80 quilómetros por cada recarga. Mas a manutenção destes veículos custa menos 35% em comparação com os carros de combustão interna, diz o instituto alemão IFA.

Ainda na Alemanha, o presidente executivo do grupo Volkswagen, Matthias Müller, mostrou "extremamente incomodado" com esta situação: "pergunto-me porque a Deutsche Post não trabalhou nisto connosco". Mas assume que o grupo automóvel vai continuar a tentar e "quer ter um pé na porta".

Em Portugal, os CTT contam na frota com bicicletas elétricas e carrinhas elétricas compradas a outras empresas.

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