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Nacionalização CTT. “Tenho expectativa que maioria do Parlamento vote contra”

Especulação com ações dos CTT cai para metade
Francisco Lacerda, Presidente executivo dos CTT. (Orlando Almeida / Global Imagens)

Propostas do PCP, Bloco e Verdes para o regresso à esfera pública dos CTT vai a votos na quinta-feira no Parlamento

“Tenho expectativa que a maioria do Parlamento vote contra essas iniciativas”, diz Francisco Lacerda, CEO dos CTT sobre as propostas de regresso à esfera pública do operador postal que vão ser votadas amanhã na Assembleia da República.

PC, Bloco de Esquerda e os Verdes estão a propor o regresso da companhia, privatizada em 2013 através de um processo de dispersão em Bolsa, com base no que dizem ser perda de qualidade de serviço postal e o abandono das populações no interior por via do encerramento de estações. Só o ano passado foram 70, tendo a empresa aberto 84 postos de correios com prestadores de serviços.

Lacerda diz o tema tem por base motivos “ideológicos” e “o mais objetivos”. Os motivos ideológicos não quis comentar, quanto aos objetivos, frisa, “não estamos a abandonar as populações”, lembrando que desde a privatização a rede postal tem mais 66 pontos de acesso. “E não temos problemas grandes de distribuição do correio, nem atrasos no atendimento em loja”.

A expectativa do não às propostas amanhã a votos de Lacerda assenta igualmente, diz, no que sobre o assunto tem sido dito pelo primeiro ministro, António Costa. O responsável, recentemente no Parlamento, garantiu que o contrato de concessão é para cumprir (termina no final de 2020).

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